sábado, 12 de novembro de 2011

POMPEIA E O VESUVIO!



Deixamos Sorrento após o café da manha, dia lindo, céu azul e limpo, sol claro trazendo o forte calor deste verão. A estrada iniciava sinuosa e estreita, com belas vistas do azul mediterrâneo. Avisados sobre o calor de Pompeia por ser a cidade totalmente exposta, levamos algumas garrafas de água em uma geladeira térmica. Chegamos ainda cedo e a visão que tivemos das ruínas da antiga cidade, deram uma remota idéia do que aconteceu naquele 24 de agosto de 79 d.C, quando o Vesuvio entrou em erupção e enterrou Pompeia e seus habitantes, com lava, lama e cinzas a seis metros de profundidade. A praia que margeava Pompeia foi empurrada a centenas de metros pela lava e lama. Por quase 17 séculos Pompeia ficou soterrada, congelada no tempo, com seus habitantes, bens e propriedades. Apenas em 1748 , durante escavações para canalização do Rio Sarno, foram descobertas as ruínas de Pompeia. Até hoje as escavações continuam e achados se sucedem. Entrando na cidade pela Piazza Porta Marina, do lado esquerdo ergue-se as ruínas de uma enorme construção que eram as Terme Suburbane, casa de banhos públicos, dividindo alas femininas e masculinas. Logo a seguir de um lado o Templo de Venus e de outro o Templo de Apolo, ainda bem preservados, depois a Basílica, o Fórum e o Edifici Amministrativi. Nesse ponto entramos na Via Dell'Abbondanza, a principal via onde se concentrava a maior parte dos monumentos públicos, com seu calçamento de enormes pedras retangulares e as calçadas mais elevadas, também de pedras menores. Aqui e acolá bicas de água surgem nas esquinas, onde os antigos habitantes deveriam se abastecer. As ruas, retilíneas, com suas calçadas e as paredes das casas, geminadas, todas de pedra, sem porem os telhados que nåo suportaram o peso da lava, se alinhavam de ambos os lados da rua. deixando o pensamento vagar, voltamos a Pompeia, com seus habitantes, seu movimento, seu dia-a-dia. Impressionante. Caminhando pelas ruas pode-se espiar o interior de lojas e residências, ler anúncios e grafites, ver e admirar pinturas e esculturas. Enormes vasos, jarras, decoravam entradas e salões, utensílios diversos espalham-se pelas casas. Nas padarias fornos encravados na base de pedras, ainda contem restos de carvão.  Em varias residências o nome da família ainda estå na placa da porta. Outro prédio bem conservado eram as Terme Stabiane, um grande complexo de banhos públicos com um pátio para exercícios. Alguns balcões de lojas ainda exibem símbolos que se destinavam a atrair a população do campo, analfabetos, que vinham fazer compras na cidade. Da para entrar nas antigas casas, caminhar pelas ruas de pedra, conhecer parte do Anfiteatro, as Tabernas e até o Lupanar, o prostíbulo, espetacularmente bem conservado, com seus dois andares, dez quartos, com imagens erøticas nas paredes e nos corredores estreitos e camas de pedra. O mais impressionante porém, såo as múmias, os corpos petrificados das pessoas como se encontravam no momento. Muitos nos templos, outros tantos nas casas, lojas e calçadas. Cães em posição de extrema dor, se contorcendo. As múmias eståo sendo levadas para o Museu de Napoli e de outras partes do mundo, já que em Pompeia, pelo volume de visitantes estariam se desfazendo. Algumas já colocadas em caixas de vidro para conservação. Percebe-se que Pompeia foi grandiosa e muito ainda tem para surgir das cinzas. Levamos todo o dia andando por Pompeia, percorrendo suas ruas, admirando as imensas colunas romanas do Fórum, sentados na escadaria do Anfiteatro, admirando escudos e armas na Caserna de Gladiadores e, surpreso, conhecendo a famosa Casa do Fauno, que eu julgava uma grande estatua e vi que nåo tinha sequer meio metro. Um passeio imperdivel pela história. Como o dia já se fora, muito cansado e com fome, fui jantar e consegui vaga num albergue para uma noite. Amanhå conhecer o Vesuvio e ir para Nápoles.




sexta-feira, 11 de novembro de 2011

EM REDOR DA ILHA DE CAPRI!

Após o café da manhã reforçado, pegamos o ônibus do Hotel e nos dirigimos para a Marina Piccola onde pegaríamos o barco para o passeio ao redor da Ilha de Capri.  O céu estava completamente limpo, de um azul maravilhoso, assim como o Mediterraneo. O sol enchia tudo de claridade e calor. Dia perfeito para navegar.  Sempre a algumas dezenas de metros da costa da ilha, o barco singrava aguas calmas e nós avistávamos maravilhados panoramas de incrível beleza. Toda costa era em sua maior parte alta, rochosa e de difícil acesso, freqüentemente porém abrem-se estupendas cavidades naturais, grutas de todos os tamanhos e formatos e pequenas praias. Na encosta do rochedo em meio a exuberante vegetação, vilas enormes aparecem, cercadas por jardins floridos e, com escadas fixadas na rocha, permitindo alcançar a praia, praticamente particular.  No alto do rochedo vislumbramos uma silhueta cilíndrica, alta, toda de pedra encravada na rocha, na ponta de um fundo precipício. Disse o guia tratar-se da Torre da Guarda, que desempenhou um forte aparato defensivo em séculos passados. Adiante, circundada por uma plantação de oliveiras e uvas, em meio a vegetação, uma belíssima e enorme construção, toda branca, realçando com o verde a seu redor e uma bela torre com suas vigias que se lançava ao alto. A Torre de Materita que, conforme o guia é na realidade uma das mais belas residências de Capri. Avistamos logo a seguir as ruínas do  Palácio de Tiberio, onde existem ainda vestígios de uma das mais notáveis e imponentes Villas Romanas, a Villa de Damecuta. Chama a atenção no meio das construções em ruínas, a Torre de Damecuta, uma forte e cilíndrica construção de blocos de pedras irregulares, construída no século XII para vigiar o movimento de naves corsárias. Continuando o passeio chegamos a mais famosa atração de Capri, um dos mais procurados passeios, a Grota Azurra. Como nosso barco era alto, descemos em grupo de três ou quatro pessoas para botes, que por seu porte entravam facilmente na grota. Quando chegou nossa vez, de fato ficamos fascinados. O barco entrou num túnel de rocha calcaria, iluminado por uma entrada de luz proveniente de uma caverna submersa, fazendo com que a iluminação viesse de baixo para cima, realçando um azul maravilhoso na escuridão da grota. Um passeio muito rápido, porem piu bello. Novamente no barco, avistamos os Farallones já próximo ao Porto de Capri, que se elevavam majestosos sobre o mediterrâneo. Manobrando o barco com conhecimento de causa, o piloto passou pela abertura na rocha de um dos Farallones, tirando suspiro dos passageiros. Logo mais o passeio se encerrava e desembarcávamos no Porto de Capri, onde pegaríamos o ônibus de volta ao Hotel. Dia seguinte pela manhã sairíamos para Pompeia. 









quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ANA CAPRI!

Saindo de Capri por uma estrada íngreme e sinuosa, subimos o Monte Solaro, o monte mais alto da ilha de Capri, vendo ja as casas de Ana Capri, suspensas em terraços e subindo morro acima, em meio a uma densa vegetação.  O Ônibus nos deixou num Parkegio ao lado de uma extensa plantação de oliveiras e perfumados arbustos de alecrim, no inicio da Rua Victorio Emmanuel II, a principal de Ana Capri. Caminhando por essa movimentada rua, com lojas de todos os tipos, restaurantes, bares, gellaterias e os sempre presentes limões enormes, amarelos e cheirosos, cujo suco é o Limonccelo tåo apreciado. Casas e Villas imaculadamente brancas convivem lado a lado, algumas envoltas pela densa vegetação, com acesso por caminhos floridos. Jardins belíssimos se apresentam vez por outra, com terraços floridos, fontes e bancos, com vistas espetaculares do mediterrâneo azul. Uma estreita viela, cujos casarões de ambos os lados tinham suas varandas floridas, formando um túnel de flores de varias tonalidades, nos levou a um portal de pedra, conhecido como Arco Natural, que då acesso a uma íngreme descida de muitos metros, até uma pequena praia encravada numa falha de rocha. Placas no local dåo noticias de que esse portal e o caminho foram ainda obras do Império Romano. Em seguida, passamos pelas ruínas do Castelo do célebre Pirata Barbarocha, com seus altos muros fortificados e torres ainda intactos. Nosso mapa dava conta de que Barbarocha era o nome em que se escondia o Pirata e Almirante turco Khair-ad-Din, que la viveu nos séculos XV e XVI. Subindo um pouco mais, entramos na Villa San Michelle, construída pelo escritor sueco Axel Munthe em 1896. Jardins, enormes casarões, belos terraços nos dåo um maravilhoso horizonte azul, inclusive uma vista privilegiada do  Monte Vesuvio e sua linha de fumaça subindo para o céu.  De Ana Capri a vista do Vesuvio é, ao mesmo tempo bela e ameaçadora. Ao lado do Jardim ergue-se a Igreja de San Miguel, com sua fachada branca e uma inscrição sobre a porta principal :" Sancte Michel Ora Pro Nøbis". Em seu interior destaca-se um espetacular piso de cerâmica retratando o Paraíso Terreno e a Expulsão de Adão e Eva, perfeitamente conservado. Consultando o inseparável mapa e guia, fiquei sabendo que, escavações para a construção da Igreja descobriram restos de muros e paredes com inscrições do Império Romano, levando a crer que, naquele local fora a sede da Villa de Capodimonte. Retornando pela movimentada e alegre Via Victorio Emmanuel II, chegamos ao centrinho histórico que abriga uma enorme quantidade de lojas de grife e de coloridos bares com suas mesas e guarda-sois espalhados pela rua. Num deles comemos baghetes, queijos e salames ao alho e óleo com manjericão. Na bebida esculachamos, tomamos coca-cola. Que vergonha! Bem já era hora de pegar o barco de volta a Sorrento, pois no dia seguinte faríamos um passeio pelo mar em volta de toda Ilha de Capri, incluindo a Grotta Azzurra e os Farallones.













terça-feira, 8 de novembro de 2011

CAPRI

Deixamos o Hotel Johanna Park em Sorrento pela manhã, estacionamos no Parkegio de Marina Grande e lå pegamos o Ferry para Capri, a Pérola do Mediterraneo, o destino querido dos italianos a mais de dois mil anos quando, durante o Imperio Romano, o Imperador Augusto construiu um palacio de verão na ilha.  Com 2 km. de largura por 6 km. de extensão, a ilha de Capri abriga duas cidades, totalmente separadas, com prefeituras, forças policiais, administração totalmente independentes entre si. Capri fica a beira-mar e Ana Capri nas montanhas. Desembarcamos em Capri, num movimentado porto e fomos levados por um ônibus até o centro da cidade, ou La Piazzetta, como é conhecida a Piazza Humberto I.  Passamos a caminhar pela bela e movimentada cidade, até o Balcão Panorâmico de Capri, como é conhecido o Belvedere, um enorme terraço, com grandes colunas romanas sobre elevados pedestais e um gradil de metal escuro em todo seu redor, na margem de um alto rochedo e, com uma vista deslumbrante do azul mar Mediterrâneo e suas centenas de pequenas casas brancas espalhadas pela encosta. No mar, dezenas de pequenas e enormes embarcações, todas brancas, singrando suas águas. Dia claro, sem nenhuma nuvem e sol quente, embelezavam ainda mais a florida cidade. Retornamos a Piazzetta e admiramos a Torre do Relógio, que era o Campanário da antiga Catedral, pouco adiante a Prefeitura de Capri, antiga residência Episcopal, com uma fachada esplendorosa. Subindo uma pequena escadaria guarnecida por colunas sobre pedestais, chega-se a Chiesa de San Estevam, do século XVII. Saindo da Piazzetta por um grande arco romano, chegamos ao Bairro Medieval de Capri, com suas vielas estreitas, passagens subterrâneas num sucessivo sobe e desce. Casas e prédios construídos com pedras brancas, calcareas ainda da idade media. Duas antigas Igrejas merecem destaque por sua beleza arquitetônica, a Chiesa del Salvador e a Chiesa de Sant'Anna, ambas no Bairro Medieval. Após uma longa subida por uma rua mais que estreita, de caber uma pessoa atrás da outra, recebemos um choque de época. Chegamos na Via Vittorio Emanuel, a principal rua de Capri, onde eståo as famosas lojas de griffes e os luxuosos hotéis, alguns conhecidos no mundo todo, como o Hotel Quisisana, freqüentado por artistas, governantes e personalidades do mundo e que, em sua fachada, entre dezenas de bandeiras, estava a do Brasil. Em toda extensão da via, bares, restaurantes, gellaterias, livrarias, se estendiam pela calçada, dando um lindo colorido na movimentada rua. No final a rua se divida em duas e escolhemos a Via Camerelle, por ser a mais alegre. Acertamos, pois logo nos deparamos maravilhados com o Jardim de Augusto, sombreado por altas arvores e enfeitado por diversos tipos de plantas e flores, com esculturas e pequenas fontes espalhadas, bancos todos em cerâmica e,uma exuberante vista do Mediterrâneo em toda sua extensão. Fala-se que em dia totalmente limpo, avista-se de la o Monte Vesuvio expelindo sua coluna de fumaça. Naquele dia uma bruma proveniente da evaporação da água em razão do grande calor, impedia a vista. Avistamos porem os grandiosos Farallones, dois colossos de rocha que despontam sobre o azul mar. Ao lado do Jardim de Augusto, vê-se a Via Krupp, estreitíssima que desce sinuosa sobre a parede rochosa, chegando ao mar. numa pequena praia cercada de rochas e pedras. Sentamos numa Osteria no Jardim de Augusto e, para variar, tomamos um gelado Limoncello acompanhado de påo com azeite e, depois fomos para o local de encontro pegar o Ônibus que nos levaria a Ana Capri.