sexta-feira, 4 de novembro de 2011

SORRENTO 1

Apesar de curto, apenas 16 quilômetros, de Positano a Sorrento, levamos quase uma hora, pois a estrada além de continuar sinuosa e estreita, ainda enfrentamos grande movimento. Mås ainda surpresas agradáveis nos esperava a cada curva da estrada com paisagens deslumbrantes da Costa Amalfitana que estávamos deixando para trás. Saindo da litorânea a estrada aos poucos melhorava, alarga-se e surgem pequenas retas, com vilarejos ao redor. Um deles Sant'Agnello nos chamou atenção por ser pitoresco e agradavel. Passamos por ele e, logo estávamos na porta de Sorrento, admirando aquele maravilhoso mar azul cobalto. Sorrento define-se como um estruturado balneário de férias e consiste numa mistura de mar, penhascos e pomares de laranja e limão, com um grande movimento de turistas. Nos dirigimos primeiro para o Hotel Johanna Park, onde tomamos um bom banho, e saímos para passear e almoçar na cidade. Com o carro no estacionamento do Hotel, gratuito por sinal, saímos pela estradinha do Hotel e, na primeira curva jå entravamos em Sorrento, numa rua movimentada e com lojas, restaurantes e lanchonetes de ambos os lados. O cheiro adocicado do Limoncello pairava na ar. As inúmeras vendas exibiam nas calçadas os enormes limões amarelos que distribuíam o odor pela rua. Lojas vendiam o Limoncello de todas as maneiras, como licor, suco, perfumes, odorizadores enfim, de todas as maneiras. Confesso que já me sentia um pouco enjoado do Limoncello, desde a ultima vez que o tomei, por achå-lo muito doce. Fernanda já nåo tinha esse problema e tomou mais umas duas vezes. O calor nåo dava trégua e seguimos até uma Piazza bem movimentada, com restaurantes e mesinhas espalhadas pelas calçadas, em sombreados de arvores espetaculares. Era a Piazza Tasso, a principal de Sorrento, tipicamente italiana, com cantores e tocadores na ruas, grupos de idosos italianos nos cantos da praça jogando alguma coisa que os faziam gritar e discutir como se estivessem numa batalha. Sentamos numa agradável mesinha com vista para o centro da praça, de onde saiam um labirinto de ruas estreitas e inúmeras bancas com o Limão amarelo pendurado nas armaçøes. A cidade vibrava num enorme vai e vem de pessoas que saiam de todos os lados. Enquanto eu tomava um cálice do vinho da casa, delicioso e forte por sinal, a Fernanda se esbaldava com um Limoncello bem gelado. Para acompanhar pedimos bruscheta a pomodoro e olio extravergene de oliva. La ficamos um tempo curtindo a musica, vendo o incessante vai e vem de turistas  e moradores e fazendo nossas anotações. Fomos então conhecer a linda Catedral de Sorrento, do século XIV, com suas magnificas pinturas, um trono episcopal de mármore branco e as cadeiras do coro, todas de madeira trabalhadas. Do seu amplo salão tinha uma saída para uma varanda com uma vista belíssima da cidade e do deslumbrante mar.  A fome havia chegado com vigor e resolvemos procurar um restaurante para saciå-la. Achamos por sorte o L'Antica Trattoria, na vila Padre Giuliani. Logo na porta fomos avisados que se tratava de um restaurante de Administração Familiar. Muito bom! Sentamos então num espetacular jardim florido, onde mesas de ferro batido estavam dispostas sob uma pérgola. Fomos atendidos por uma senhora um tanto roliça, simpática, sorridente, que falava rápido demais e pouco entendíamos. Mas parecia que ela estava querendo nos deixar a vontade.  Pedimos um ravioli de ricota com molho cítrico e peixe grelhado com sal e, para beber, agora um refrigerante de limão e outro Limoncello. O vinho com aquele calor nåo cairia bem para mim. Agora, que almoço. Recomendo para todos meus amigos. Ficamos lå por algum tempo tentando conversar com a simpática senhora Julieta, que nos indicou para conhecermos o Palazzo Correale, que ficava ali próximo.  Nos despedimos como se fossemos velhos conhecidos de Da. Julieta, com beijinhos no rosto e tudo mais. e saímos a andar pelos labirintos de vielas, com grandes hotéis que se debruçam dos penhascos com excelente vista para o mar, de um lado e jardins maravilhosos dos outros e, assim encontramos o Palazzo Correale e seu museu. Esta vila do século XV exibe uma enorme coleção de porcelana, vidro e pinturas dos séculos XVII e XVIII. Dois andares cheios de gente, demoramos um tempão no Museu e, quando saímos já estávamos com sede novamente. Bem, continuarei depois, para nåo ficar cansativo.









terça-feira, 1 de novembro de 2011

POSITANO 2

Chegamos a Positano. Momento mágico.  Avistar as casinhas coloridas, quase empilhadas, em forma de pirâmide, nas encostas das montanhas ås margens do mar Tirreno nos tira o fôlego. Um ambiente cinematográfico, já tendo servido de cenário para diversos. A estrada estreita-se mais ainda, pois restaurantes e cafés estendem suas mesas, sempre cheias, ao longo da pista. Vagas para carros, nem pensar. Deixamos o nosso num caro Parking a beira da estrada já na saída de Positano e retornamos a pé pela pista, até o inicio da única rua de Positano. Com 4 km. de extensão segue em caracol pela montanha, atravessando toda a cidade, sem passar pela orla, porém em toda sua extensão bares, cafés, lanchonetes, venda de lembranças, com decoração alegre e colorida dåo um tom festivo a cidade. Fomos até o final da rua, que junta-se novamente a estrada e, voltamos pela mesma rua até a Via dei Mineli, que leva a praia. Esta viela concentra as galerias de arte e lojas de roupa e também o maior movimento. Passamos pelo Hotel Le Sirenuse, um dos mais sofisticados da Europa e onde, junto com outras, tremulava a Bandeira Brasileira. Ao longo das ruas sinuosas, pequenas praças com belas fontes nos surpreendiam a cada esquina. Chegamos a orla onde num largo e comprido calçadåo inúmeros restaurantes com imensas varandas ficavam de frente para o mar, sempre de um azul lindo. A praia de pedregulhos escuros, iria exigir o uso dos "scarpes", mås desta vez eu estava prevenido e os trouxe.  Após o passeio de reconhecimento da orla, entramos no restaurante Pupeto pedimos dois Gelattos e duas garrafinhas de água e entramos num Lido em frente, alugando um guarda-sol e duas cadeiras de praia. Com o sapato dei alguns mergulhos numa água deliciosamente morna e estirei-me na cadeira, pedindo que as horas passassem o mais vagarosamente possivel. Fernanda de posse de meu sapato, foi para a água. A tarde jå ia longe quando percebemos que a fome se apresentava. Recolhemos as coisas, tomamos uma ducha no Lido e fomos ao restaurante Il Bucanero, também na orla, onde jantamos um filé de peixe espetacular e uma taça de vinho nacional, encorpado e saboroso. Depois subimos novamente a Via dei Mineli, calmamente, olhando lojas de roupas, calçados, perfumes, queijos e frios, frutarias e sorveterias. Novamente numa loja de lembranças e onde se vendia Limonccelo em litros, tremulava a Bandeira Brasileira. Como o movimento era enorme nåo deu para perguntar ao dono se era Brasiliani. Certa hora demos conta de que havíamos nos perdido naquele emaranhado de estreitas vielas e muitas escadarias, mås nåo nos abalamos, pois sabíamos que a qualquer momento cruzaríamos com locais que jå havíamos passado. Numa dessas vielas floridas e perfumadas, paramos numa varanda com uma vista belíssima do mar azul. A varanda toda florida exalava um delicioso aroma que nåo reconheci. Em outra viela chegamos ao Hotel Le-Aveni, de cuja área de lazer temos uma vista fabulosa do mar e de pequenas praias cercadas por altos rochedos. A noite começava a chegar e as luzes da ruas, casas e praças começavam a acender, dando a impressão de milhares de pequenas estrelas subindo morros, penduradas nos penhascos e atravessando a monanha. Uma visão espetacular. Como isso indicava, já era hora de nos retirarmos com direção a Sorrento, onde passaríamos duas noites no Hotel Johanna Park. Saímos no final do dia de Positano, subindo ainda pela estreita e sinuosa estrada, ainda bem movimentada e, numa varanda logo acima paramos para dar mais uma olhada em Positano, agora de cima.