sexta-feira, 16 de setembro de 2011

FIRENZE, PISTOIA e MONTECATINI TERME

Novamente deixo o Hotel em Firenze, desta vez para visitar Pistoia, passando antes por Montecatini Terme, uma estância Termal que me disseram ser muito bonita e sø 10 km. após Pistoia. Quero aproveitar para mencionar a excepcional ajuda de um GPS atualizado, pois sem ele eu nåo teria condições de transitar por cidades que nåo conheço e nunca estive antes. Como sempre na companhia de um sol claro e forte, o calor jå dando o ar de sua graça, uma linda manhã, estou percorrendo as espetaculares estradas da Toscana, com paisagens exuberantes e vilarejos pitorescos e belos. Meu principal interesse em Pistoia é visitar o Mausoléu aos Pracinhas Brasileiros mortos na 2a. Guerra mundial em solo Italiano. Nåo demoro a vencer os 41 km. que separam Firenze de Pistoia e logo entro na cidade, enfrentando um trânsito um tanto confuso e pesado. Como o GPS nåo tem a indicação do Mausoléu, estaciono o carro na Piazza Del Duomo, o coração de Pistoia. Nesta praça esta a suntuosa Catedral de San Zeno com seu majestoso campanário do século XII. Este campanário foi construído originalmente como Torre de Vigilância nas muralhas da cidade, que hoje nåo mais existem. Entro na Catedral e me deparo com um grande numero de monumentos funerários. Nåo sendo o que esperava ver, apresso-me a sair para conhecer mais a cidade e perguntar pelo meu objetivo. Vou ao Palazzo Dei Vescosi, onde se localiza o serviço de Informações Turisticas, para conseguir um mapa da cidade e arredores. La fiquei sabendo que os cidadãos de Pistoia tiveram fama de violentos, devido a disputas medievais entre duas facções rivais da cidade, os Bianchi e os  Neri. Sua arma predileta era uma minúscula adaga, conhecida como pistola. Nåo obtive mapa, mas algumas informações sobre a localização do Monumenti dei Brasiliani, que ficava fora da cidade, a aproximadamente 4 km. Seguindo as orientações fui me afastando da cidade, encontrando então uma belíssima construçåo antiga e enorme, porem bem conservada e movimentada. Era um casarão com uma espetacular escadaria na frente, um jardim muito bonito e bem tratado com uma bela fonte e um pequeno lago no meio e varias estatuas ao redor. Parei por curiosidade, mas com a desculpa de pedir informações sobre o Monumento dos Brasileiros. Numa grande placa informava ser "Ospedale del Ceppo", mas em nada se parecia com Hotel. Na portaria fiquei ciente tratar-se de um asilo e orfanato, fundado em 1277 e o nome "Ceppo" vem de um tronco oco de arvore, onde se deixa doações para seu sustento.  Pronto, minha curiosidade me custou 5 Euros. Seguindo em frente, após circular muito, finalmente encontrei o Monumento aos Soldados Brasileiros que perderam a vida na Italia, na 2a. Guerra Mundial. O Monumento é simples, porém muito bem cuidado, bem como o terreno que faz parte do mesmo. Um balcão de mármore branco, com cobertura sustentada por colunas também de mármore branco. Ao fundo um longo lago retangular, encimado por um longo muro de mármore, onde, em letras douradas estão os nomes de todos os soldados la falecidos. Num dos cantos na entrada, cercado por muretas e correntes, encontra-se a Bandeira Brasileira, tremulando em território Italiano. Dos lados um belo terreno, bem arborizado completa o monumento. Apesar de estar em local muito ermo, tendo próximo apenas a Igreja, onde eram feitas as missas pelos mortos, naquela hora fechada, o acesso era muito bem conservado e no local imperava um silencio gostoso, apenas pássaros cantando.  Confesso que esperava mais. Bem, nas pequenas cidades, os restaurantes fecham para almoço e em Pistoia já estavam fechados. Resolvi ao invés de lanche, seguir para Montecatini Terme, logo a frente e comer algo la. Chegando em Montecatini Terme, fiquei surpreso. Trata-se de uma Estancia Termal elegantissima, bela, com construçøes datadas de 1920, muitos spas, clubes noturnos, lojas elegantes, praças lindas, enfim, uma cidade em que impera o luxo e o lazer da alta sociedade. O Shopping Tettuccio é enorme, três andares, com lojas finamente decoradas e, ao que parece, encontra-se de tudo no local. Indagando sobre onde poderia manggiare bene, foi-me indicado o Spa e Resort Lavilla. Estranho, nåo? Mas resolvi conferir e, novamente fiquei surpreso. Por 10 Euros de entrada eu poderia usar as espreguiçadeiras, a piscina e teria direito a uma toca ou cofio como chamam, alem de poder usufruir do restaurante. Paguei, almocei um prato de peixe delicioso e fui para as espreguiçadeiras fazer a digestão. Mais tarde dei um gostoso mergulho para afastar o calor e resolvi sair novamente pela cidade. Ja passava de 18:00horas e o sol continuava forte e firme. Conheci a Viale Chipadale, a rua do comercio fino da cidade, a Thermeland, um Parque para crianças e o Funicular, que levava a Montecatini Alto, no cimo do morro. Nåo tive vontade de andar no trenzinho. Era hora de retornar a Firenze, pois estava cansado. Amanhå seria outro dia e outro passeio.


















quinta-feira, 15 de setembro de 2011

LUCCA - CIDADE ENCANTADORA!

Bem, continuemos nosso passeio por Lucca, a pé e de bicicleta,  A cidade atualmente é muito agradavel aos olhos do turista, parques, jardins, um passeio memoråvel, caminhar sobre as muralhas, entåo, é simplesmente imperdivel. Iniciei meu passeio a pé pelo Baluarte Såo Paulino, cujo interior de pedra nos leva ao redor da cidade dentro de um túnel de pedra, com piso levadiço em certas partes. Era usado na movimentação de soldados na defesa da cidade. Saindo do Baluarte, na Via del Monumento, chegamos a Piazza de San Martino e a Igreja do mesmo nome. Impressiona o magnifico Duomo do século XI. As três portas principais, apresentam relevos do século XIII e, em seu interior estå a principal obra de arte de Lucca, o "Volto Santo" ou a Sagrada Face, um enorme crucifixo de cedro que teria exatamente as mesmas feições de Cristo. A Piazza de San Michelle, local do antigo Fórum Romano, tem um exterior espetacular, de mármore listrado, balcões e colunas decoradas. Ao lado, fica a Casa di Puccini, hoje um museu onde se encontra o piano usado em sua ultima obra. Na Piazza San Frediano, com seus cafés lotados, espalhados pela calçada, temos a Igreja de San Frediano, em cuja fachada vemos um mosaico de século XIII, mostrando os apøstolos. Em seu interior nota-se de imediato uma grande Pia Batismal estilo Romano e as laterais pintadas com cenas da vida de Cristo. As tranqüilas ruelas de Lucca odeiam as construções medievais, alargando-se subitamente para mostrar belas Igrejas, pequenas praças e outros marcos da longa historia da cidade. Assim, chegamos na Piazza Del Mercato, antigo Anfiteatro Romano fundado em 180A.C. Podemos ainda ver baixos corredores em arco, em três pontos da praça, que mostram os locais dos portões de onde as feras e os gladiadores entravam na arena. Ao redor das construções, inúmeros bares, restaurantes e cafés se espalhavam pelas calçadas. Como já passava de treze horas, resolvi tomar um lanche la mesmo. O calor de 40 graus sø permitiu que eu comesse saladas com presunto de parma e queijo parmesão, tomando uma gelada coca-cola. Para fazer a digestão fui percorrer a Via Fillungo, a principal rua comercial de Lucca, cujas vitrines de lojas impressiona pela beleza. Um local que também chama a atenção é o conjunto das Piazza Anteminelli, Piazza San Martino ambas unidas por um corredor com a Piazza San Giovanni. Outro local muito atraente e gostoso para descansar um pouco é a Piazza Napoleone. Imperdivel também é visitar o Museo Nazionale di Villa Guinigi e seus jardins com leões romanos. Confesso porém que um dos maiores prazeres que senti, foi caminhar e pedalar ao longo das magnificas muralhas da cidade. Sua passarela tripla oferece vistas incríveis da cidade. Outra caminhada magnifica é pela Via Del Fosso, acompanhando o grande fosso junto a muralha em sua parte interna. água limpissima, peixes em quantidade, nenhuma vasilha de plástico, latas ou lixo de qualquer natureza, que cruza a Piazza San Francesco terminando na Piazzale Varanini. Após devolver a bicicleta na Porta Sant'Anna, fiz a caminhada por um lindo passeio até a Porta Elisa, perto da qual havia deixado o carro. Ara jå final de tarde. Havia passado todo o dia em Lucca e estava indo embora com vontade de voltar ainda lå. Como anoitecia nesta época por volta de 21:00 horas, ainda aproveitei para, fora da muralha, conhecer algumas vilas. Cheguei rápido a uma construção imponente e elegante, com uma linda escadaria externa. Era o Palazzo Pfanner, datado de 1667, como informava a placa na entrada. Dentro do Palácio conheci uma grande coleção de trajes nobres dos séculos 18 e 19 e, ao chegar ao jardim fiquei extasiado. Um jardim belíssimo, com uma alameda central repleta de estatuas de deuses romanos e leões. Fiquei sabendo que se tratava de um dos mais atraentes jardins clássicos da Toscana.  Outro local que me extasiou foi a Igreja de Santa Maria Corteorlandini do século XII, cujo interior é simplesmente belîssimo. Também as Villas Mansi e Torrigiani são passeios imperdiveis, pois são construções dos séculos XIV, totalmente preservadas, de belezas impares. Alias, digo sem medo de errar. Lucca é uma cidade impar.























































































terça-feira, 13 de setembro de 2011

FIRENZE - LUCCA 80KM.



Quinta feira, após o café da manhã, deixei o Hotel Palazzo Ognissanti, peguei o possante Fiat Punto Evo no estacionamento e, em dia lindo, sol claro e um calor já próximo de 32 graus, parti para visitar Lucca, cidade de meus avós. Oitenta quilômetros das mais belas paisagens da Toscana. Oliveiras e imensos tapetes amarelos de girassóis nos acompanharam, intercalados por vilarejos onde parece que o tempo nunca passa e onde sempre se destaca a torre de uma antiga Igreja. Num desses vilarejos parei ao lado de uma Panneteria, numa piazzeta toda florida, com uma bela estatua romana ao centro e, de um dos lados uma fonte jorrava água da boca de um Javali. O barulho da água era o único ruído naquele local. Ao redor da praça, sobrados e pequenos prédios antigos eram banhados pelo forte sol matinal. Aquele ambiente transmitia paz e preguiça. Entrei na Panneteria e, como de habito nåo tinha balcåo. Ao lado de uma janela três homens jogavam o que parecia dama, totalmente concentrados. " Vorrei una bottiglia  de l'agua, per favore" falei, tentando caprichar no Italiano. Nåo houve resposta e pensei nåo ter sido entendido. Ja ia repetir quando um deles, sem tirar os olhos do jogo, falou " Pegue no frigorifico e deixe o dinheiro no balcão" pelo menos foi o que entendi e assim fiz. Sai sem ser sequer visto por eles. Pode acreditar que esses desconhecem a palavra "stress". Na saída do vilarejo dei de cara com um pequeno e belíssimo lago e, então vi a placa que dizia " Lago de Sibolla - Comune de Altopascio".  Uma hora depois estava entrando em Lucca, após percorrer enorme distancia ladeando suas lendárias muralhas, pelo lado de fora. Ingressei em Lucca Medieval pela Porta Elisa e senti como se tivesse ingressado no passado. Um passado muito atual. Construções muito antigas, ruas estreitas, castelos medievais, igrejas seculares, praças e jardins muito floridos e pequenos prédios residenciais de época. Ao mesmo tempo via-se veículos modernos, cafés espalhados pelas ruas, todos modernos e bem decorados, lojas de grifes famosas. E bicicletas, muitas bicicletas, de dois, três, quatro ate seis lugares. Estava deslumbrado. Percorria ruas e calçadas de séculos de existencia. Confesso que chega-se a emocionar-se quando se da conta do fato de que, em Lucca, no ano 56D.C. houve o famoso encontro entre Cesar, Crasso e Pompeu, que modificaria a historia daqueles tempos. Lucca em seu pequeno perímetro concentra dezessete Igrejas, quinze Palácios, doze Praças e sete Portas de Entrada ou Saída. Nåo poderia deixar de fazer o famoso passeio de bicicleta pelas muralhas de Lucca. Aluguei uma e, pedalando, percorri toda a extensão das muralhas, contemplando a cidade de cima, suas ruelas, suas praças, Igrejas e Palacios. De fato um passeio imperdivel. Aproveitei a bicicleta para rodar pela cidade, conhecer os recantos de uma bem preservada cidade medieval. Percorrendo a Via Guinigi, fui conhecer a famosa Torre Guinigi, anexa ao Palácio do mesmo nome. Tanto o Palácio como a Torre construída no século XIV, toda em ladrilhos. No topo da torre um enorme carvalho desponta. São 468 degraus até o topo, de onde, dizem, tem-se uma maravilhosa visão de Lucca, mas que eu nåo me atrevi a enfrentar naquele calor. Bastava a bicicleta para me cansar.  Por falar em cansar, vou parar por aqui hoje, continuando com o passeio em Lucca no próxima postagem. Seguem algumas fotos e video.