terça-feira, 27 de setembro de 2011

SIENA





Acordo bem disposto como sempre e, após o banho desço para café da manhã. Sinto-me já intimo do pessoal do Hotel e até chego a trocar algumas piadas. Sinto-me também mais a vontade com o idioma, comunico-me um pouco melhor. Outro dia lindo e quente, pego o carro, ajusto o GPS e meu destino é Siena, uma das mais belas cidades medievais da Italia, ficando sø atrás de Firenze em tesouros artísticos e arquitetônicos. 75 Km. e uma hora mais tarde, entrava em Siena. Deixo o carro no estacionamento, ainda vazio a esta hora e atravesso as muralhas da cidade, por um enorme e belo Portal. Vejo-me então na Via del Porrione, uma estreita rua entre edifícios seculares e bem preservados e chego a uma Piazza simplesmente deslumbrante, em forma de leque, cercada de Palácios Medievais e edifícios imponentes. É a Piazza del Campo, uma das maiores praças medievais da Europa, conforme me diz o guia da cidade, que acabei de pegar na Informação Turística, na mesma praça. Nesta praça, todo ano, em 02 de julho e 16 de agosto realiza-se o Pálio de Siena, uma corrida de cavalos que, desde a Idade Média, é disputada entre os dezessete distritos da cidade. Cada distrito possui sua bandeira, sua torcida, seus cavaleiros, todos em trajes medievais e é precedida de um original desfile e jogos de bandeiras. Visito o Museu Cívico no Palazzo Pubblico, cujas salas são ricamente decoradas com afrescos (gostei desta palavra) dos melhores artistas locais. Chamou-me a atenção as " Alegorias do Bom e Mau Governo" Neste palácio ergue-se a imponente Torre del Mangia, com 503 degraus e 104 metros até o topo. Após muito pensar, desisti de enfrentar, perdi a excelente vista que poderia ter lå de cima. Ao pé desta Torre situa-se La Capilla de Plaza, em que os habitantes de Siena construíram em Açåo de Graças por terem escapados da Peste em 1342. La Capilla foi terminada em 1376. No lado oposto do Palazzo Pubblico vemos a Fonte Gaia construída em 1419. Esta espetacular Fonte é rodeada por três lados com belíssimas esculturas em seus nichos. Outras construções na Piazza del Campo såo: Palazzo Picollomini, onde se situa o Arquivo de Estado, o Palazzo Chigi-Zondadari, o Palazzo Sansedoni e o Pórtico della Mercancia. Deixando a Piazza del Campo, ando por vias estreitas, com altos edifícios de ambos os lados, todos enfeitados em suas janelas com bandeiras dos Distritos que percorremos, acentuado a rivalidade entre eles. Logo encontro o Palazzo Chig-Saraccini do ano de 1300. Fico sabendo que, em seu interior existem varias salas com obras de arte muito valiosas, com instrumentos musicais de época e muitas esculturas. Do outro lado da rua ergue-se o Palazzo delli Papisas, construída para Catalina Piccolømini, irmã do Papa Pio II. Pouco adiante numa piccola Piazza encontramos o Palazzo Marsili e anexa a Torre Forteguerri, duas belíssimas obras, bem conservadas. Mais algumas movimentadas vias comerciais e residenciais, sempre com suas bandeiras hasteadas nas janelas, seu comercio pitoresco e diversificado, chegamos ao Palazzo del Capitan de Justicia, assim chamado por ter sido a residência do Capitan de Justicia, edificado no século XIII. Dobrando uma esquina defrontei-me com o Duomo de Siena. De impressionante beleza, uma das maiores catedrais da Italia, o Duomo de Siena mostra uma impressionante mistura de esculturas, pintura e arquitetura. A começar pela leve escadaria e seu piso de mármore todo decorado, os enormes e belos portões, a fachada de mármore branco e inúmeras estatuas e pinturas. Em seu interior, todo o piso de mármore decorado, enormes colunas de mármore sustentam a abobada toda decorada com motivos religiosos, numa lateral esculturas de São Pedro, São Pio, São Gregorio e São Paulo, assinadas por Michelangelo e, passando por um corredor em arco, chegamos ao Batistério, cuja Pia Batismal de mármore rosa, toda trabalhada impressiona pela beleza. Todo o interior da Catedral é sustentado por enormes colunas de mármores em faixas brancas e negras. Assim também é o Campanário erguido em 1305. A seguir, na mesma Piazza esta o Museu da Obra Metropolitana, que guarda entre outros tesouros de arte, esculturas vindas da Catedral. Entrando na Piazza San Giovanni, esta o Palazzo del Magnifico, construído em 1508 por Pandolfo Petrucci, Senhor de Siena, o Hospital Santa Maria de la Scala e o Museu Arqueológico Etrusco Senés. Impressionado pela história e beleza de Siena, esqueci-me do almoço e, chegando uma ponta de fome, sentei-me num dos muitos e agradáveis cafés para lanchar. Sentado, descansando também, apreciei o incessante vai e vem de turistas e habitantes. La fiquei um bom tempo, apreciando o local e fazendo minhas anotaçøes. Depois continuei a caminhada, passando por mais uma dezena de belas Igrejas, Torres, Palácios, Lojas, Cafés e tudo o mais que compõem esta espetacular cidade. Sobre o Palio de Siena, a festa mais comemorada de toda Toscana, que acontece duas vezes por ano, atrai uma enorme população de toda Italia. Consiste principalmente em uma corrida de cavalos sem sela, registrada pela primeira vez em 1283, mas acredita-se que tenha surgido nos treinamentos militares romanos. Os jóqueis representam os dezessete distritos, que correspondem a paróquias de Siena. Os cavalos são escolhidos por sorteio e benzidos na Igreja. Precedidas por dias de pompas, desfiles de trajes e altas apostas, as corridas duram apenas 90 segundos cada uma. O vencedor recebe de prêmio um Palio ( Bandeira) de seda. A festa dos vencedores e a discussão dos perdedores podem durar semanas. Jå é inicio de noite quando inicio meu retorno a Firenze. No caminho avisto no sopé de um altiplano uma cidade cercada por muralhas e inúmeras torres. É Monteriggioni uma cidadela do século XIII, erguida como base avançada de defesa de Siena. Nåo deixem, se puderem, de conhecer Siena. 





segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SAN GIMIGNANO - Continuaçåo

Bem voltemos a falar de San Gimignano, A cidade das belas torres. Saindo da Piazza della Cisterna, ainda na Via Giovanni, desembocamos na Piazza Pecori, que também merece ser visitada. La encontramos uma construção medieval de um Batistério, em cujo interior encontra-se uma Pia Batismal do século XII, assinada por Cecchino della Pietra, toda trabalhada. Também nesta Piazza encontramos o Museo de Arte Sacra, onde encontramos muitos objetos de pedra e mármore, como emblemas religiosos, pedras de túmulos, pias de água benta e uma cadeira toda trabalhada do século XV, denominada Cadeira da Nobreza. Imperdivel também de se conhecer é o Castelo e a Fortaleza do Bispo de Volterra, construída entre os séculos X e XI. Da Fortaleza sobram somente ruínas, mas de sua parte mais alta temos uma belíssima vista de San Gimignano e suas belas torres. Continuando a caminhada por esta bela cidade, volta e meia tomando um Gellato, por sinal delicioso, dado ao enorme calor, chegamos a humilde casa que pertenceu a Santa Fina, onde, em seu interior encontram-se moveis simples de época e algumas jarras com lindas pinturas e as letras " S e F" nelas estampadas. Continuo caminhando por suas ruas estreitas, com altas construções de ambos os lados, janelas todas enfeitadas e floridas, belas varandas, todas de pedra. O calçamento também se mantém original, com grandes pedras irregulares, lisas e enceradas pelo tempo. Tabernas e pequenas mercearias, com queijos, frios, vinhos, enormes pernis de javalis, expostos em vitrines, me dåo a sensação de estar numa época distante, num passado remoto. Lembro-me de estar caminhando por sobre séculos. Outros locais que me fascinaram pela beleza e por sua historia, foram as Chiesas de Santiago del Templários , de San Geronimo e de San Bartolo. Os Palazzos Pratellesi e Lupi e as Torres Rognosa e Gemelas del Salvucci. Satisfeito e muito feliz por ter tido a felicidade de conhecer tanta historia e belezas, novamente peguei a Via San Giovanni, por onde havia entrado na cidade. A Via San Giovanni é uma das mais conhecidas e freqüentadas da cidade. É por ela que se chega ao Centro da Cidade e, dos seus lados encontram-se vários dos edifícios de grande interesse histórico e arquitetônico, alem dos restos das torres mochas, destruídas por uma invasão bárbara. Sai pela majestosa Porta de San Giovanni, desci a longa via até o estacionamento. Peguei o carro e segui em direção de Firenze, passando então pela moderna e movimentada San Gimignano, fora de suas muralhas. Jantaria hoje na Piazza della Signoria, ao lado do Palazzo Vecchio, ouvindo musica ao vivo e tomando vinho. Tchau!