Relato de um passeio por 3.640km. em estradas italianas, conhecendo cidades pitorescas, medievais, historicas. Conhecendo e provando de sua culinaria formidavel, sua cultura, sua receptividade. Todo meu passeio foi planejado daqui, com quatro meses de antecedencia.
sábado, 3 de dezembro de 2011
ROMA CIDADE ETERNA 5a. Parte!
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
ROMA CIDADE ETERNA 4a. Parte
Uma festa no salão do Hotel ontem, pelo encerramento de uma novela estendeu-se madrugada adentro e meu sono foi atrapalhado, mås, mesmo assim levantei cedo, tomei café e, ansioso fui para meu passeio com o costumeiro ônibus. Desci bem em frente ao monumental Coliseu. O maior monumento de Roma Imperial ainda existente, único anfiteatro onde gladiadores lutavam até a morte com feras selvagens. O principal marco de Roma. Grande emoção sempre toma conta de nós quando adentramos ao gigante de 48 metros de altura, 188 metros de comprimento por 156 metros de largura. Apesar de os revestimentos de mármore, o estuque pintado e as estatuas terem desaparecidos, uma parte suficiente do exterior sobrevive para dar uma idéia de seu aspecto original. Três andares de arcadas e um søtåo de janelas quadradas me esperavam. Uma grande área circunda todo Coliseu pelo lado de fora e, curioso dei a volta ao mesmo, depois entrando no pátio coberto do andar térreo, onde inúmeras portas dåo acesso aos andares superiores. Subi ao primeiro piso, estranhando bastante a inclinação contraria dos degraus, o que dificulta a subida. De inicio pensei no desgaste pelo tempo, depois soube que a inclinação fora proposital, para dificultar invasões. No primeiro andar, onde ficavam o Imperador em um camarote especial, os senadores do lado esquerdo e as virgens vestais do lado direito. No segundo andar ficavam famílias nobres, militares graduados e convidados especiais e, no terceiro, cidadãos humildes e mulheres. Os ingressos eram placas de madeiras entalhadas com o numero das entradas, algumas ainda visiveis sobre os arcos externos. Setenta mil pessoas cabiam no Coliseu. Percorri extasiado os andares, que ainda mantém enormes vasos de cerâmica, utensílios diversos, jarras, estatuetas e urnas funerárias. A vista do sotåo para a rua é espetacular e para a Arena totalmente livre. No sotåo ficavam restaurantes e tabernas, serviço médico e os responsáveis pelo velarium, um toldo que protegia do sol e do mau tempo e era puxado do sotåo. Após percorrer os andares fui ver a arena, hoje representada por um palco de madeira até a metade do espaço e, abaixo da arena ficavam as jaulas dos animais e as celas dos gladiadores, em estreitos corredores. Sob o palco existe ainda a maquete de uma espécie de elevador manual, que levava homens e feras para a porta principal da Arena. Foi uma visita de uma manhã inteira, maravilhosa, que me fez pensar na grandeza do Império Romano. Sai caminhando pela imensa Viale delle Terme di Caracalla, cruzei o Circo Massimo, onde ocorriam as corridas de Biga e cheguei as Termas de Caracalla, um dos mais impressionantes complexos da Roma antiga, destinados aos cuidados do corpo e também um ponto de encontro cultural. Hoje suas ruínas contam sua historia. O local de Frigidarium, uma imensa piscina, uma grande sala quente circular, o Caldarium, grandes salas para saunas, vestíbulos, ginásios, estatuas, jardins e até um estádio. Até 600 pessoas podiam banhar-se ao mesmo tempo, tudo decorado com granito e mosaicos, a maioria ainda intacto. Atualmente, no verão, espetáculos de ópera ao ar livre såo lå apresentados. Mais uma caminhada e passei pelo exuberante e imenso Mausoléu de Vittorio Emanuele II, que se destaca na Piazza do mesmo nome. Lå novamente embarquei no ônibus com destino a Piazza Navona, onde se situa a Embaixada do Brasil. Conhecida como Centro Storico, a Piazza Navona é habitada a mais de 2.000 anos. Local de requintados apartamentos, príncipes, papas e cardeais viveram aqui, assim como artistas e artesãos que contratavam para construir e decorar maravilhosos palácios, igrejas e fontes. Nenhuma outra praça de Roma compete com o esplendor da Piazza Navona ( quem diz é o guia e acredito piamente). Seus luxuosos cafés funcionam como centro social da cidade. Noite e dia, sempre hå algo acontecendo no calçadåo ao redor de suas três fontes barrocas. Lendo tudo isso e vendo a exuberância da praça, decidi retornar algum dia a noite. Mås na empolgaçåo dos passeios e maravilhado com o que via, esqueci de comer. Aproveitei e na Trattoria della Pace comi uma pizza romana, com muito alho. Após a pizza fui degustar um gellato de pistachio sentado sob a Fontana dei Quattro Fiumi, considerada a obra mais esplendorosa de Bernini. A Fonte representa os quatro Rios do Mundo daquele tempo. A Embaixada do Brasil situa-se no Palazzo Pamphili, construído para o Papa Inocêncio X, no século XVII. Outros belos prédios e a Igreja Sant'Agnese In Agone fazem parte desta espetacular Piazza. Ao lado fica o Palazzo Madama sede do Senado Italiano, construído no século XVI para a Família Medici. Bem, continuarei numa próxima postagem.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
ROMA, CIDADE ETERNA 3a. Parte
Despertei no horario de sempre, ou seja, quase se encerrando o horário do café no Hotel. Tempo suficiente para arrumar-me e descer. Apos o café, fui para Piazza della Republica, passei pela banca do Churot e, após esperar poucos minutos, meu onibus chegou. Hoje estarei percorrendo o Coliseu e o Fórum Romano, maravilhas de Roma. Desci do ônibus praticamente em frente a entrada do Palatino. Após comprar um chapéu para proteger do calor, subi a colina onde se encontra o Palatino, antiga residência dos Imperadores e Aristocratas. É o lugar mais agradável da Roma antiga, preservando muitas ruínas, desde a simples casa onde teria vivido Augusto, até as Domus Flåvia e Domus Augustana, ala publica e privada de um luxuoso palácio construído por Domiciano. Percorri o Palatino visitando a casa de Augusto, com aposentos decorados com pinturas magnificas e muito conservadas. Ao lado as Cabanas de Romulo, que sobram so as estacas de apoio fundadas por Romulo no século 8o. a.C. A colossal Domus Flåvia, com seu belo piso de mármore colorido, considerada a mais esplendida de todas. Domus Augustana, a residência particular Imperial, ampliada em 193 abrigando um notável conjunto de Termas, pelo Imperador Sétimo Severo. O Stadium, parte do Palácio Imperial, usado pelos imperadores como jardim particular, com as colunas romanas todas no chão e as ruínas de um enorme balcão. Na ampliação da Domus Augustana, Sétimo Severo construiu seu palácio que estendeu-se alem da colina, apoiado em arcos gigantescos. Cheguei após a Domus Flåvia, cujo pátio foi delimitado por Domiciano com um mármore que servia como espelho, para que ele pudesse ver quem se aproximava. Finalmente visitei a Casa de Livia, onde muitas pinturas foram preservadas nas paredes da área privada. Lå Augusto morava com sua esposa Livia. Sai então do Palatino pelo Criptoportico, uma galeria subterrânea bem decorada com paredes de estuque e construída por Nero. Entrei então no Fórum Romano e,se nåo estivesse com um mapa teria achado apenas uma enorme confusão de ruínas, com dois prédios intactos. Entrei pela Via dei Fori Imperiale e, a direita, a Via Sacra, a rua mais antiga e que percorre o coração do Fórum Romano. Passei sob os Arcos de Settimio Severo e o Arco de Tito, imponentes ainda, cheguei aos Santuários Sagrados que margeiam a Via Sacra, onde os generais vitoriosos conduziam desfiles por ela para agradecer a Jupiter no Templo de Jupiter Capitolino em frente. Ao lado eståo os Templos de Antonino e Faustina e as ruínas da Basílica Emilia, construída no século 2o para abrigar os Tribunais de Justiça. Mais adiante ainda na Via Sacra encontro o Templo de Vesta e o Templo dos Castores. O Templo de Vesta é circular e era onde as seis Virgens Vestais, sacerdotisas do Deus do Fogo, mantinham acesa a chama sagrada, cujo recipiente encontra-se intacto. As Virgens Vestais viviam em uma casa enorme, que agora so restam o pátio central com seus três piscinas e seis grandes estatuas das mesmas, somente duas com as cabeças. Elas vivam dedicando seu tempo ao serviço da Deusa e recebendo em troca privilégios sociais. O Templo dos Castores, Castor e Polux, restam somente as três colunas corintias em pé. Continuando na Via Sacra, passamos ao lado das ruínas das escadarias da Basílica Julia, construída por Julio Cesar após sua volta das guerras gálicas. Daqui vê-se, do outro lado do Fórum, a Cúria ( o Senado), incrivelmente preservada, de cor avermelhada, que era o prédio mais importante politicamente, da Republica Romana. Na saída passamos pelo Arco de Sétimo Severo, construído em 203 d.C. por seus filhos Caracala e Galba, tendo no alto do Arco as estatuas de Sétimo e de Caracala. Passamos ainda pelas ruínas da impressionante Basílica de Maxencio e pelo Arco de Tito já na saída do Fórum Romano. Nessa espetacular caminhada pela história, absorto na contemplação daquelas maravilhas e na leitura interessantíssima do que foi e representou aquelas ruínas, senti pela primeira vez o estômago reclamar comida. E no interior das reunias nada existe para vender. Ainda bem que minhas duas garrafas de água estavam dando para o gasto, jå que o calor continuava abrasador. Agora caminhava em direção ao magnifico Coliseu, enorme, imponente, majestoso, que se erguia logo a minha frente. Passei pelo enorme Arco de Constantino, com 25 metros de altura, de pedras trabalhadas e varias esculturas no seu cimo. No caminho parei em um carrinho de sanduíches e frutas para me reabastecer e descansar. Na próxima postagem falarei sobre o Colosseo. Até lå!
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