Despertei hoje ja com meu destino na cabeça. Seria o Vaticano, mais precisamente na Piazza de San Pietro, onde o Papa Bento XVI falaria ao povo. Em pouco tempo cheguei a cidade do Vaticano, capital da Igreja Católica. É o menor Estado do mundo, ocupa 430 mil metros quadrados, todo cercado por altas muralhas. Estado soberano desde 1929, é governado pelo Papa, único monarca absoluto da Europa. Cerca de 500 pessoas vivem la e, alem das acomodações para religiosos e funcionários, a cidade tem seu próprio correio, banco, moeda, sistema judiciário, radio, lojas e um jornal diário, o l'Osservatore Romano. Numa das pontas da enorme Piazza ergue-se a Basílica di San Pietro, a igreja mais famosa da cristandade, cuja escala monumental impressiona os visitantes. O maior edifício da religião católica no mundo, tem proporções enormes. 218 metros de comprimento, 137 metros de altura, acomoda até 60 mil pessoas em seu interior, 778 colunas, 44 altares, 135 mosaicos e 395 estatuas. No centro da praça ergue-se o Obelisco, trazido por Caligula, de Alexandria, no Egito. Impressiona também a colunata de Bernini que fecha os dois lados da Piazza. Nesse dia fui informado que nåo haveria a fala do Papa, pois o mesmo encontrava-se ausente, o que já havia notado pelo pequeno numero de pessoas na Praça. Fui então percorrer a Basílica. Subi a ampla escadaria, passeio ao lado da Loggia delle Benedizioni, onde o Papa fica ao abençoar as pessoas e parei junto a Porta Santa, uma Porta de Bronze que é aberta somente uma vez a cada 25 anos, em um ano santo. Visitei a original Pietå de Michelangelo e, impressionado, visitei o Baldacchino, diretamente abaixo do domo, uma cúpula enorme coberta de mosaicos e estuques dourados. O Baldacchino, um incrível dossel de bronze, com 29 metros de altura, colunas retorcidas decoradas com ramos dourados de louro e oliveira e com abelhas e o emblema da família Barberini, do papa Urbano VIII, que fica sobre o Altar da Confissão, onde so o papa pode celebrar a missa. Sob o Baldacchino fica a tumba de Såo Pedro, iluminada por 99 lâmpadas, uma estatua de Såo Pedro e a extraordinária Cattedra, a cadeira que supostamente foi usada por Såo Pedro. Quase ao lado esta o Batistério, cuja pia é feita de um antigo sarcófago de pórfiro, tirado da tumba de Adriano. Embaixo de uma das grandes colunas que sustentam o domo, fica a entrada para as grutas do Vaticano, que såo forradas de tumbas de Papas. La, por elevador sobe-se até o terraço e, então mais 330 degraus até uma plataforma e, ainda, uma escada em espiral que o leva ao topo da lanterna e onde, após respirar demoradamente para recuperar o fôlego, tem-se uma vista espetacular de Roma. Finalmente, saindo da Basílica, fui conhecer o Musei Vaticani, o maior e mais rico complexo de museus do mundo, com pelo menos 1.400 salas e enormes galerias, das quais percorri umas seis ou sete salas, percorri algumas galerias e fui conhecer a Capela Sistina, verdadeira maravilha, local do conclave dos cardeais, que se reúnem para eleger um novo Papa. Fim da manhã, hora de almoçar ou pranzo. Fui para a padaria Il Forno, que me recomendaram como as das melhores pizzas de Roma. De fato refestelei-me e recomendo. A padaria fica na Piazza Campo dei Fiori, que a esta hora fervilhava com tratorias, livrarias e um grande e movimentado mercado. Fiquei sabendo depois tratar-se de uma das mais interessantes e animadas praças de Roma. Para curtir a tarde fui rapidamente para a Piazza di Spagna e Scalinata di Trinita dei Monti. Incrível e maravilhosa a Scalinata di Trinita dei Monti ou Escadaria Espanhola é uma das mais belas escadas do mundo. Desce em curvas muito elegantes a encosta que se estende da Igreja de mesmo nome até a Piazza di Spagna. No verão la såo apresentados desfiles de modas, pena que nåo assisti a nenhum. Na Piazza ha uma belíssima fonte em forma de barco, a Barcaccia, construída em 1627 pelos Bernini, pai e filho. Ela fica enfiada no chão para compensar a baixa pressão da Acqua Vergine que a alimenta, dando a impressão que é realmente um barco naufragado. Para findar o dia dirigi-me a Piazza della Rotonda, uma linda praça com cafés, um chafariz e um obelisco egípcio do século XIII a.C, construído por Ramsés II. Nesta praça situa-se o Pantheon, espetacular construção, um feito arquitetônico dos engenheiros da Roma Antiga, o prédio da antigüidade mais preservado na Italia. Uma cúpula de base circular ligada a um pórtico retangular. As paredes que sustentam a cúpula tem 7 metros de largura. O buraco circular no centro da cúpula, a única fonte de luz natural mede 9 metros de diâmetro. O pórtico é sustentado por colunas de granito egípcio e as portas såo de bronze trabalhado. Enquanto anoitecia, sentei-me num gracioso café da praça, tomei um capuccino caldo, apreciei o incessante movimento e, caminhando, retornei ao Hotel.


















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