segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ROMA, CIDADE ETERNA 3a. Parte


Despertei no horario de sempre, ou seja, quase se encerrando o horário do café no Hotel. Tempo suficiente para arrumar-me e descer. Apos o café, fui para Piazza della Republica, passei pela banca do Churot e, após esperar poucos minutos, meu onibus chegou. Hoje estarei percorrendo o Coliseu e o Fórum Romano, maravilhas de Roma. Desci do ônibus praticamente em frente a entrada do Palatino. Após comprar um chapéu para proteger do calor, subi a colina onde se encontra o Palatino, antiga residência dos Imperadores e Aristocratas. É o lugar mais agradável da Roma antiga, preservando muitas ruínas, desde a simples casa onde teria vivido Augusto, até as Domus Flåvia e Domus Augustana, ala publica e privada de um luxuoso palácio construído por Domiciano. Percorri o Palatino visitando a casa de Augusto, com aposentos decorados com pinturas magnificas e muito conservadas. Ao lado as Cabanas de Romulo, que sobram so as estacas de apoio fundadas por Romulo no século 8o. a.C. A colossal Domus Flåvia, com seu belo piso de mármore colorido, considerada a mais esplendida de todas. Domus Augustana, a residência particular Imperial, ampliada em 193 abrigando um notável conjunto de Termas, pelo Imperador Sétimo Severo. O Stadium, parte do Palácio Imperial, usado pelos imperadores como jardim particular, com as colunas romanas todas no chão e as ruínas de um enorme balcão. Na ampliação da Domus Augustana, Sétimo Severo construiu seu palácio que estendeu-se alem da colina, apoiado em arcos gigantescos. Cheguei após a Domus Flåvia, cujo pátio foi delimitado por Domiciano com um mármore que servia como espelho, para que ele pudesse ver quem se aproximava. Finalmente visitei a Casa de Livia, onde muitas pinturas foram preservadas nas paredes da área privada. Lå Augusto morava com sua esposa Livia. Sai então do Palatino pelo Criptoportico, uma galeria subterrânea bem decorada com paredes de estuque e construída por Nero. Entrei então no Fórum Romano e,se nåo estivesse com um mapa teria achado apenas uma enorme confusão de ruínas, com dois prédios intactos. Entrei pela Via dei Fori Imperiale e, a direita, a Via Sacra, a rua mais antiga e que percorre o coração do Fórum Romano. Passei sob os Arcos de Settimio Severo e o Arco de Tito, imponentes ainda, cheguei aos Santuários Sagrados que margeiam a Via Sacra, onde os generais vitoriosos conduziam desfiles por ela para agradecer a Jupiter no Templo de Jupiter Capitolino em frente.  Ao lado eståo os Templos de Antonino e Faustina e as ruínas da Basílica Emilia, construída no século 2o para abrigar os Tribunais de Justiça. Mais adiante ainda na Via Sacra encontro o Templo de Vesta e o Templo dos Castores. O Templo de Vesta é circular e era onde as seis Virgens Vestais, sacerdotisas do Deus do Fogo, mantinham acesa a chama sagrada, cujo recipiente encontra-se intacto. As Virgens Vestais viviam em uma casa enorme, que agora so restam o pátio central com seus três piscinas e seis grandes estatuas das mesmas, somente duas com as cabeças. Elas vivam dedicando seu tempo ao serviço da Deusa e recebendo em troca privilégios sociais. O Templo dos Castores, Castor e Polux, restam somente as três colunas corintias em pé. Continuando na Via Sacra, passamos ao lado das ruínas das escadarias da Basílica Julia, construída por Julio Cesar após sua volta das guerras gálicas. Daqui vê-se, do outro lado do Fórum, a Cúria ( o Senado), incrivelmente preservada, de cor avermelhada, que era o prédio mais importante politicamente, da Republica Romana. Na saída passamos pelo Arco de Sétimo Severo, construído em 203 d.C. por seus filhos Caracala e Galba, tendo no alto do Arco as estatuas de Sétimo e de Caracala. Passamos ainda pelas ruínas da impressionante Basílica de Maxencio e pelo Arco de Tito já na saída do Fórum Romano. Nessa espetacular caminhada pela história, absorto na contemplação daquelas maravilhas e na leitura interessantíssima do que foi e representou aquelas ruínas, senti pela primeira vez o estômago reclamar comida. E no interior das reunias nada existe para vender. Ainda bem que minhas duas garrafas de água estavam dando para o gasto, jå que o calor continuava abrasador.  Agora caminhava em direção ao magnifico Coliseu, enorme, imponente, majestoso, que se erguia logo a minha frente. Passei pelo enorme Arco de Constantino, com 25 metros de altura, de pedras trabalhadas e varias esculturas no seu cimo. No caminho parei em um carrinho de sanduíches e frutas para me reabastecer e descansar. Na próxima postagem falarei sobre o Colosseo. Até lå!

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