sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ROMA CIDADE ETERNA 2a. Parte

Acordei animado e disposto a percorrer Roma em seus recantos mais escondidos. Após o café da manhã sai do Hotel e um quarteirão jå estava na Piazza Della Republica. Passei pela banca de revistas do Indiano Churot que me desejou um Bon Giorno, retribui e embarquei no Ônibus de Turismo que jå estava estacionado. De posse do mapa escolhi ao acaso a Villa Borghese para conhecer, pois nas vezes anteriores nåo tinha conhecido. Desci do ônibus e após boa caminhada por belas avenidas, praças floridas e pequenas ruelas, cheguei a Villa Borghese. Atravessei seu enorme e belo portal romano e deparei-me com belas avenidas e caminhos ornamentados com estatuas e fontes antigas e ladeados por exuberante vegetação. Numa das esquinas da principal avenida encontrei a esquerda uma imponente construção do século XVII, o Casino della Meridiana, hoje a Administração do Parque. Mais adiante a Avenida terminava num Lago Artificial com uma pequena ilha em seu centro, onde ergue-se um Templo magnifico do século XVIII, dedicado ao deus Esculápio, deus grego da medicina. No centro do parque localiza-se a Piazza di Siena, local onde se realizam corridas de cavalos, internacionais e um zoológico. Villa Borghese é um dos maiores parques de Roma. Caminhando cheguei a Piazzale Villa Giulia onde encontra-se o Museo Nazionale Etrusco, que foi casa de campo de Julio III. Uma suntuosa e enorme casa cercada por uma serie de pátios, jardins de pedras, grutas falsas e uma belíssima fonte de pedra sabão. Esse museu abriga tesouros e objetos das civilizações etruscas, falisca e grega, conforme informava o guia do local. Uma estatua que mais chamou minha atenção foi a de Hércules em combate com Apolo pela posse de uma corça, feita em terracota policromada. Também impressionou-me o Sarcófago dos Esposos, do século 6o a.C. Como estava perto da Piazza del Popolo, caminhei para lå. Uma enorme praça com uma também enorme fonte no centro estava lotada de pessoas, talvez por ser hora de almøço e muitos bares e restaurantes com suas enormes coberturas e mesas e cadeiras espalhadas pelas calçadas, atraiam nativos e turistas. Em uma das saídas da praça ergue-se imponente a Chiesa de Santa Maria del Popolo, encomendada pelo Papa Sisto IV della Rovere em 1472. Ao lado de Santa Maria del Popolo ergue-se um Duomo de fachada semelhante a Chiesa. Såo as primeiras obras renascentistas de Roma. Como chegava também a fome, sentei-me num dos restaurantes da Piazza e executei com toda pompa um "Saltimbocca alla Romana" um enrolado de vitela com prosciutto e salvia, acompanhado de uma gelada Coca-Cola. De sobremesa um Gellato de Tiramisu. Concordo que seja um absurdo vir tåo longe tomar Coca-Cola, igual a nossa, a nåo ser a latinha, que traz o desenho de uma linda garota de olhos grandes. Sai da Piazza del Popolo e peguei a Lungotevere, beirando o Rio Arno, meu caminho preferido por ser sombreado, agradável e dar acesso a todos os encantos de Roma, cortado de tempo em tempo por antigas e belíssimas pontes. Cheguei então ao magnifico Castel Sant'Angelo,  nome recebido no ano de 610, quando o povo de Roma, dizimado pela peste, teria visto o arcanjo Miguel embainhando sua espada no alto do prédio. O Castelo no decorrer dos tempos serviu como prisão, fortaleza e residência pontifícia. Após passar pela linda e original entrada construída pelo Rei Adriano, uma rampa em espiral leva a suntuosos salões de recepção, uma bela capela de Michelangelo e o original passetto, passagem coberta que liga o Castel Sant'Angelo ao Vaticano, como rota de fuga dos papas. Voltando a Lungotevere passei pela Chiesa Il Gesu, dedicada ao Santo Nome de Jesus, construída em 1584. No interior da Igreja encontra-se a Capela de Santo Inácio de Loiola, que fundou sua ordem jesuíta aqui, onde viveu e morreu. Novamente pela Lungotevere e dois gellatos depois cheguei na Piazza Del Campidoglio, onde o Palazzo dei Conservatori e o Palazzo Nuovo formam os Musei Capitolini, com uma das mais ricas coleções romanas de esculturas, mosaicos e pinturas. E, 1450 o Conservatori tornou-se o primeiro museu publico do mundo, exibindo estatuas doadas aos romanos pelo Papa Sixto IV. Atravessando o pátio passamos por fragmentos de uma colossal estatua de Constantino. Mas o que chamou-me a atenção foi o Spinario, estatua de bronze do século 1, de um menino tirando um espinho do pé e a Loba do Capitólio, também de bronze do século 6. Ainda nesse dia passei pelo Palazzo Barberini de 1623 que contem obras dos séculos XII a XVIII e o Palazzo Doria Pamphili do século XVII, também abrigando coleções de obras de arte. Jå cansado e passando de vinte e uma horas, resolvi retornar e, quando cheguei no ponto do ônibus, tive sorte de pegar o ultimo do dia. Desembarquei em frente a Banca do Churot, já fechada e fui jantar no Hotel. Por hoje bastava.












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