Durante o café da manhã no Régio Hotel Manfredi, encontramos os participantes da Noite de Humor de ontem e os agradecemos, pois nos divertiram muito. Em seguida, com as toalhas no carro e já com roupas de praia fomos conhecer Matinata, um balneário próximo. Muito conhecido por seu Azeite de Oliva e por sua Gastronomia, esse balneário é muito procurado por Italianos, sendo porem raros turistas de outros Países, por ser pouco conhecido no exterior. Passamos pela pequena cidade e entramos no Lungomare de Matinata, encontrando então o Camping do Giuseppe, onde estacionamos nosso carro, após pagarmos a entrada. O Camping estava lotado, porém era muito espaçoso, com um restaurante, bar de praia, sanitários, lojas de conveniência, área de descanso com cadeiras e mesas nas sombras de arvores, churrasqueiras, duchas e um enorme estacionamento. No final da área uma rampa leva a praia libera, lotada de banhistas. Uma praia um tanto estreita porem de uma beleza impar, mas, para nossa surpresa no local da areia de praia o chão era de seixos, de todos os tamanhos e formas, difícil de andar mesmo com tenis. Tomando a esquerda, localizamos uma parte de praia reservada, com guarda-sois, espreguiçadeiras e mesinhas. La fomos informados que nåo cobravam aluguel para quem almoçasse no Restaurante deles, que ficava bem em frente, no alto de um paredåo. Topamos e por lå ficamos. Tomando um refrigerante gasoso de uva, geladinho, com um copo de anguria(melancia) também gelado, nåo queríamos outra vida. Sob o guarda-sol, refestelado na espreguiçadeira, sentindo uma suave brisa e de frente para um mar de um azul estonteando, estávamos no Paraíso. Até o momento de levantarmos para dar um mergulho. Quem conseguia andar descalço naquelas pedras? Era difícil até ficar de pé, quanto mais dar um passo. Chegar a poucos metros de uma praia linda, de um mar azul e nåo entrar, seria muito frustrante. Com esforço consegui chegar na beira d'água, mergulhar os pés, depois a perna e, as ondas pequenas e fracas me empurravam de um lado para outro. Nåo conseguia me firmar, pois os pés sentiam as pedras por baixo. Era muito doloroso. Quem olhava de longe parecia estar vendo um bêbado na praia. Afinal resolvi mergulhar e tirar o peso dos pés. Que alivio. Com água pelo peito meu peso sobre as pedras era mínimo e, que água deliciosa, nem quente e nem fria. Fiquei lå durante horas, mergulhando, nadando de um lado para outro, Minha filha veio me fazer companhia e então curtimos aquele bela praia. O sol já caminhava para trás das montanhas, quando resolvemos sair da água e almoçar. O sacrifício foi enorme para sair da água e chegar em nosso guarda-sol. levei dois tombos e, com os pés doloridos, jurei que compraria um sapato de praia hoje ainda. Almoçamos e nåo cumpri o juramento pois o Indiano que vendia os sapatos já havia ido embora. Amanhå seria a primeira coisa a fazer. De tênis caminhamos pela praia apreciando aquele maravilhoso mar, tomando o resto de sol da tarde e, quando resolvemos ir embora, a praia e o Camping já estavam quase vazios. Retornamos então ao Hotel, onde, de noite haveria novos shows. Hoje seria novamente show de humor e danceteria. Eu e Fernanda marcaríamos presença.
Relato de um passeio por 3.640km. em estradas italianas, conhecendo cidades pitorescas, medievais, historicas. Conhecendo e provando de sua culinaria formidavel, sua cultura, sua receptividade. Todo meu passeio foi planejado daqui, com quatro meses de antecedencia.
sábado, 15 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
MANFREDONIA - PARTE 2
Por uma estreita e sinuosa estrada, cruzando algumas vezes com as trilhas do Parque Nacional da Floresta Umbra, intercalando vegetação densa com amplas clareiras criadas pela formação de cavernas e de buracos, que servem para armazenar água para os animais silvestres. Em certos pontos a vegetação é tåo densa que esconde a claridade do sol. Numa dessas passagens conhecemos o " Colosso del Floresto", uma gigantesca arvore medindo aproximadamente 40 metros de altura, com um diâmetro de 5 metros, local que bandos de corujas escolheram para seus ninhos. Entramos na cidade de peregrinação de Monte Sant'Angelo pela rua principal, onde, de ambos os lados da rua lojas comerciais vendem de tudo, desde condimentos a artigos religiosos. No final da rua, uma pequena praça e a Basílica di San Michele, construída em 1273 sobre uma caverna onde apareceu em uma visão cerca de 800 anos antes, o Arcanjo Miguel. Ao lado do Altar Mor, uma escada leva até o local, hoje Santuário di San Michele, após atravessarmos quatro portas de bronze esculpidas, todas do século XI. Deixamos o carro no estacionamento e, a pé visitamos as Chiesa di San Pietro e a di Santa Maria Maggiore. Apesar de pequena a cidade tem 14 Igrejas de Santos diversos. Subindo a rua principal, chegamos ao Castelo Sant'Angelo, imponente na parte mais alta da cidade, dominando todo a Península do Gargano. Passamos por uma ponte sobre um fundo posso que circunda todo castelo, antigamente era uma ponte suspensa, e entramos por um enorme portal em arco que desemboca numa pequena praça onde ergue-se o prédio da Guarda e o enorme deposito de armas e munições. Atravessando esse pátio entramos no corpo do Castelo, onde eståo os inúmeros aposentos, amplos salões, masmorras e túneis, tudo construído em pedras. De um amplo salão denominado Sala do Tesouro, saímos para outro grande pátio interno e, por uma escada estreita, de pedra, até o topo da Torre de Vigilância, de onde tem-se uma vista belíssima de toda a região. Novamente nos assalta aquela sensação estranha de estarmos em outra época, andando entre armaduras, armas medievais, utensílios de cozinha. Uma caminhada pelo passado, que com certeza jamais esqueceremos. Ja com a tarde avançada, deixamos o Castelo, tomamos um refrigerante no bar fora do Castelo, com suas meses colocadas na calçada e retornamos ao Hotel, onde novamente teríamos uma noite de shows promovido pelos funcionários. E olhem, foi muito legal, demos boas risadas, numa noite também excelente, lua clara e temperatura ideal.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
MANFREDONIA
Deixamos Pescara após o café da manhã e, por belas estradas e pequenos vilarejos, tomamos o caminho de Manfredonia, distante 64 quilômetros. Aproximadamente trinta minutos depois, avistamos placas indicando que estávamos entrando na Região de Puglia. As paisagens mudavam rapidamente e um terreno pedregoso, com muitas construções em pedras rústicas começava a surgir. Avistamos Castelos parcialmente demolidos, em razão de forte terremoto havido em 1997, que atingiu seriamente a região e vizinhas. De longe avistamos Manfredonia e o azul do mar Adriatico e, logo em seguida chegamos ao Hotel Régio Manfredi, nosso destino por alguns dias. Manfredonia situa-se na Península do Gargano, conhecida como "sperone d'Italia" a espora da bota italiana. A Península tem cerca de 45 quilômetros de largura e projeta-se 65 quilômetros no mar Adriatico e, em sua maior parte cobertas por densas florestas, a Floresta Umbra. Deixamos eu e Fernanda, as malas no Hotel e fomos conhecer a praia de Siponto, a mais central, apesar das informações negativas do Hotel. Siponto porem nåo nos decepcionou apesar de estar lotada por ser localizada no centro da cidade. O que nos fez desistir do banho foi a praia estar forrada de sargaços. Siponto é uma praia libera, estreita como quase todas na Costa Adriåtica, mas seu azul mar em contraste com uma areia branca faz a diferença. No Café del Bugiardo ( mentiroso) tivemos a informação de que o sargaço havia aparecido após uma forte chuva com ventos no local. Tinha fundamento, mas como ele se dizia mentiroso, ficamos em duvida. Fomos então dar um passeio pela cidade, muito movimentada, ruas estreitas, comercio cheio e com um belo e largo calçadåo acompanhando a praia. Trata-se do Lungomare. assim chamada todas as vias que acompanha o mar. Com dificuldade de estacionar, após rodar um bocado pela cidade, estacionamos sem querer ao lado do Museu Arqueológico, que, anteriormente foi o Castelo do Imperador Manfredo ( 1256), todo em pedras brancas com uma alta torre de vigilância e cercado por uma grossa muralha. Passeamos pelo Corso Manfredi, a principal rua de Manfredonia, com muitas lojas de grife, bares, restaurantes, joalherias, etc... e paramos na Piazza Del Popolo. A pé descemos até a Piazza Papa Giovanni XXIII, onde se situa a Catedral dedicada a S. Lorenzo Majorano, Padroeiro de Siponto. Jå de carro passamos pela Via Delle Antiche Mura, onde ainda permanecem pequenos pedaços da antiga muralha da cidade e, retornamos ao Hotel, pois a tarde estava já pela metade e precisávamos comer. Alem disso o Hotel havia programado um show para esta noite e queríamos assistir. E, numa belíssima noite de verão, ao lado da espetacular piscina do Hotel, assistimos um show estrelado pelos funcionários. Convocado para representar o Brasil num Karaoké, cantei Garota de Ipanema, sendo até aplaudido. Turma educada essa. Dia seguinte após o café fomos conhecer mais a Península do Gargano, cuja capital é Manfredonia. A Península abriga desde lindas e desertas praias, quase inacessíveis a nåo ser pelo mar, como também a Floresta Umbra, com seu Parque Nacional e uma flora e fauna riquíssima. Visitamos o Parque Nacional e ficamos admirados com os desenhos e pinturas nas cavernas, ainda da idade de pedra, ou seja a cerca de 20 mil anos. Conhecemos uma Camurça, espécie de alce ou veado, com uma pelugem marrom clara, que la estava em tratamento. Ursos, raposas e javalis também vimos espécies. Os javalis até pouco tempo foram muito caçados na região, por tratar-se de prato muito apreciado, chegando perto da extinção. Do prédio da Administração do Parque, saem inúmeras trilhas para caminhadas pelo Parque, desde 1,7 km. da trilha Naturalista até a trilha "Arqueologica-Naturalista de 14,8km. Todas as trilhas são perfeitamente demarcadas e seguras, conforme disse um dos guardas locais, porém a floresta é muito fechada e sempre existe a chance ou o perigo de encontrar-se com algum animal no caminho, apesar da afirmação do guarda de que nunca ouve um acidente desse tipo no local. Bem, eu já estava decidido a nåo pegar trilha nenhuma e assim passeamos mesmo sø ao redor da sede. Perto localizamos um campanário intacto e ruínas de uma vila umbra. Notamos também a diferença de temperatura da Floresta com a da cidade, uma grande diferença para menos. Nessa floresta existe a maior colônia de furões da Italia, mas sø vimos uma pequena família de sete membros. Alguns cervos também nos espreitavam de longe, curiosos. Grupos de mochileiros chegavam e se dividiam pelas diversas trilhas com seus pesados equipamentos. No inicio da tarde deixamos o local e resolvemos ainda conhecer o Monte Sant'Angelo e o Castelo do mesmo nome. Mas, para evitar ficar cansativo. seguiremos numa proxima postagem.
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