quarta-feira, 12 de outubro de 2011

MANFREDONIA


Deixamos Pescara após o café da manhã e, por belas estradas e pequenos vilarejos, tomamos o caminho de Manfredonia, distante 64 quilômetros. Aproximadamente trinta minutos depois, avistamos placas indicando que estávamos entrando na Região de Puglia. As paisagens mudavam rapidamente e um terreno pedregoso, com muitas construções em pedras rústicas começava a surgir. Avistamos Castelos parcialmente demolidos, em razão de forte terremoto havido em 1997, que atingiu seriamente a região e vizinhas. De longe avistamos Manfredonia e o azul do mar Adriatico e, logo em seguida chegamos ao Hotel Régio Manfredi, nosso destino por alguns dias. Manfredonia situa-se na Península do Gargano, conhecida como "sperone d'Italia" a espora da bota italiana. A Península tem cerca de 45 quilômetros de largura e projeta-se 65 quilômetros no mar Adriatico e, em sua maior parte cobertas por densas florestas, a Floresta Umbra. Deixamos eu e Fernanda, as malas no Hotel e fomos conhecer a praia de Siponto, a mais central, apesar das informações negativas do Hotel.  Siponto porem nåo nos decepcionou apesar de estar lotada por ser localizada no centro da cidade. O que nos fez desistir do banho foi a praia estar forrada de  sargaços. Siponto é uma praia libera, estreita como quase todas na Costa Adriåtica, mas seu azul mar em contraste com uma areia branca faz a diferença.  No Café del Bugiardo ( mentiroso) tivemos a informação de que o sargaço havia aparecido após uma forte chuva com ventos no local. Tinha fundamento, mas como ele se dizia mentiroso, ficamos em duvida.  Fomos então dar um passeio pela cidade, muito movimentada, ruas estreitas, comercio cheio e com um belo e largo calçadåo acompanhando a praia. Trata-se do Lungomare. assim chamada todas as vias que acompanha o mar.  Com dificuldade de estacionar, após rodar um bocado pela cidade, estacionamos sem querer ao lado do Museu Arqueológico, que, anteriormente foi o Castelo do Imperador Manfredo ( 1256), todo em pedras brancas com uma alta torre de vigilância e cercado por uma grossa muralha. Passeamos pelo Corso Manfredi, a principal rua de Manfredonia, com muitas lojas de grife, bares, restaurantes, joalherias, etc... e paramos na Piazza Del Popolo. A pé descemos até a Piazza Papa Giovanni XXIII, onde se situa a Catedral dedicada a S. Lorenzo Majorano, Padroeiro de Siponto. Jå de carro passamos pela Via Delle Antiche Mura, onde ainda permanecem pequenos pedaços da antiga muralha da cidade e, retornamos ao Hotel, pois a tarde estava já pela metade e precisávamos comer. Alem disso o Hotel havia programado um show para esta noite e queríamos assistir. E, numa belíssima noite de verão, ao lado da espetacular piscina do Hotel, assistimos um show estrelado pelos funcionários. Convocado para representar o Brasil num Karaoké, cantei Garota de Ipanema, sendo até aplaudido. Turma educada essa. Dia seguinte após o café fomos conhecer mais a Península do Gargano, cuja capital é Manfredonia. A Península abriga desde lindas e desertas praias, quase inacessíveis a nåo ser pelo mar, como também a Floresta Umbra, com seu Parque Nacional e uma flora e fauna riquíssima. Visitamos o Parque Nacional e ficamos admirados com os desenhos e pinturas nas cavernas, ainda da idade de pedra, ou seja a cerca de 20 mil anos. Conhecemos uma Camurça, espécie de alce ou veado, com uma pelugem marrom clara, que la estava em tratamento. Ursos, raposas e javalis também vimos espécies. Os javalis até pouco tempo foram muito caçados na região, por tratar-se de prato muito apreciado, chegando perto da extinção. Do prédio da Administração do Parque, saem inúmeras trilhas para caminhadas pelo Parque, desde 1,7 km. da trilha Naturalista até a trilha "Arqueologica-Naturalista de 14,8km. Todas as trilhas são perfeitamente demarcadas e seguras, conforme disse um dos guardas locais, porém a floresta é muito fechada e sempre existe a chance ou o perigo de encontrar-se com algum animal no caminho, apesar da afirmação do guarda de que nunca ouve um acidente desse tipo no local. Bem, eu já estava decidido a nåo pegar trilha nenhuma e assim passeamos mesmo sø ao redor da sede. Perto localizamos um campanário intacto e ruínas de uma vila umbra. Notamos também a diferença de temperatura da Floresta com a da cidade, uma grande diferença para menos. Nessa floresta existe a maior colônia de furões da Italia, mas sø vimos uma pequena família de sete membros. Alguns cervos também nos espreitavam de longe, curiosos. Grupos de mochileiros chegavam e se dividiam pelas diversas trilhas com seus pesados equipamentos. No inicio da tarde deixamos o local e resolvemos ainda conhecer o Monte Sant'Angelo e o Castelo do mesmo nome. Mas, para evitar ficar cansativo. seguiremos numa proxima postagem.








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