Logo após o café da manhã, deixamos Manfredonia jå com saudades. Iríamos percorrer 212 quilômetros, atravessando a bota italiana, em direção a Costa Amalfitana, para a cidade de Salerno, onde o Gran Hotel Salerno nos esperava. Um dia lindo, muito claro, quente, nos fazia companhia. No radio musicas italianas alegravam as belas paisagens verdes e amarelas dos imensos campos de girassóis. Passamos então por um pequeno vilarejo agrícola chamado Cerignola, tendo a Chiesetta Dell'Anunziatta, do século XIII nos chamado a atenção, por estar quase intacta, com portas, janelas e moveis originais. Continuamos a viagem sob um céu azul e limpo e uma leve brisa deliciosa. Logo passávamos pelas enormes torres de Energia Eólica que apareciam em toda a extensão de nossa vista, sob os morros da região. Passamos pelo Lago Capacciotti, enorme e belíssimo, cujas margens formam espetaculares praias de grama rala. Jå na metade do caminho avistamos, no alto de um morro a nossa direita, uma pequena cidade, protegida por suas muralhas. Com sede saímos da estrada e nos dirigimos a cidade, sendo que perto da entrada uma placa nos informou tratar-se de Candela, uma cidade medieval, com suas casas todas de pedras brancas e com portas bem no alto, alcançadas por uma escada de madeira móvel. Essa antiga prática era para proteção dos moradores contra assaltos e invasões, sendo retirada pelos moradores após estarem todos em casa. A Panetteria era uma construção sobrado antiga, com dois apartamentos no alto, com varandas e dois comércios embaixo, a nossa Panetteria e uma Officina del"Scarpe ( Sapataria). La compramos duas garrafas de água para cada um e seguimos viagem, cruzando por pequenas cidades, campos, fazendas e uma paisagem de cinema. Pequenas Igrejas com suas torres sobressaiam naquela paisagem a perder de vista, com suas torres de energia eólica. Chegamos então ao nosso destino, Gran Hotel Salerno, em plena Lungomare, com uma vista espetacular. Em frente ao Hotel uma Ferrari vermelha nos dava as boas vindas. Deixamos as malas no quarto. Como a Fernanda ia dar uma arrumada em suas coisas e depois almoçar, aproveitei para dar um pulo na praia e se desse tomar um banho. Ao atravessar a avenida, bem em frente achei o Lido Costiera com toda infra-estrutura de um Clube, inclusive piscina. Esses Lidos são mesmo uma espécie de clubes, em cuja área eles montam restaurantes, guarda-sois, cadeiras de praia, academias, campos de tênis e nesse caso, até piscina. Ficam sempre ao lado das praias livres. Na beira da praia as pedras se faziam presentes e, na área do Lido elas estavam cobertas por uma grossa camada de areia preta, que nos permitia andar sem o sapato. Porém o sacrifício para entrar e sair da água continuavam os mesmos anteriores e, a areia quente esquentava demais. Mas, como sempre, o prazer da água superava os sacrifícios. Curti bastante a praia e terminei a tarde na piscina. No jantar encontrei a Fernanda e, juntos fomos passear pela cidade. O Porto de Salerno é grande e muito movimentado e, naquela hora, grande numero de navios ancoravam. Andando pela alegre Avenida Lungomare, fomos visitar o Duomo de Salerno, do século XI e construído sobre fundações anteriores. As colunas que sustentam o enorme Atrium vieram de uma cidade próxima, Pesto, e na cripta encontra-se o túmulo de São Mateus, trazido em 954. Para jantar paramos num alegre restaurante no Corso Vittorio Emanuelle e nåo resistimos a famosa Pizza local. Aprovada por sinal! Dia seguinte pela manhã novamente passamos pelo Porto, onde fiquei sabendo que, em 1943 os Aliados ali desembarcaram, deixando atrás de si um rastro de destruição. Conhecemos o Museu Diocesano, onde se encontram a maioria dos tesouros da Catedral e, fomos conhecer, nos arredores de Castellamare di Velia, a 28 quilômetros, as ruínas da cidade grega de Elea, fundada no século VI a.C, famosa na antigüidade por sua Escola de Filosofia. Escavações em andamento revelaram um lindo Portal Romano do século IV, chamado de Porta Rosa e as ruínas de uma antiga Acropole. Soube então que o Francisco Matarazzo que veio para o Brasil em 1881 e criou um imenso complexo fabril, era daquela região. No retorno almoçamos no Hotel um inesquecível filé de peixe com purê e ervas e, depois de um pequeno descanso, praia novamente. A Noite passeio pela cidade e vinho com salame, queijo e påo. Depois, cama. Dia seguinte, estrada.
Relato de um passeio por 3.640km. em estradas italianas, conhecendo cidades pitorescas, medievais, historicas. Conhecendo e provando de sua culinaria formidavel, sua cultura, sua receptividade. Todo meu passeio foi planejado daqui, com quatro meses de antecedencia.
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
MATINITELA
Após uma noite muito divertida no Hotel, acordamos já com o sol a pino e o calor se fazendo presente logo cedo. Depois do café da manhã saímos com destino a Matinitela, outro balneário Adriatico, também na Península do Gargano. Com nossas roupas de banho e com o sapato tipo galocha, de borracha e com diversos furos para a água entrar, próprio para o banho nessas praias, fomos curiosos e ansiosos para conhecer o local. Passamos por Matinata e pouco depois já víamos placas indicando o Lido Cala Rosa em Matinitela. Entramos no estacionamento, pagamos o aluguel do guarda-sol e das cadeiras, o que nos dava franquia para o carro e fomos em direção a praia. Como Matinata, Matinitela é uma pequena praia espremida entre o Mar Adriatico e paredões rochosos. De cima tivemos uma vista espetacular da praia. Poucas pessoas naquele horário e toda uma praia de um azul belíssimo a nossa espera. Descemos então a longa escada e fomos escolher nosso guarda-sol para aquele lindo dia. E lå estávamos nós, em espreguiçadeiras, admirando aquele mar azul, transparente, de ondas mansas, porém com pedras, de todos os tamanhos e formatos, nos obrigando a usar os sapatos de praia. Para mim era experiência nova, um tanto desconfortável. Mas, graças a eles, pudemos tomar banhos, muitos e demorados banhos, deliciosos banhos. Pequenas pedras penetravam nos buracos do sapato e nos incomodavam muito, porem o prazer superava. Quando deu fome fomos para o pequeno restaurante Cala Rosa, simples, rústico, porem muito limpo e bem decorado com plantas e flores e de frente para aquele mar. Ali pretendia matar a vontade e comer os falados Frutos do Mar. Pretendia, pois quando o prato chegou somente os camarões eram meus conhecidos. Enormes conchas pretas que, ao serem abertas mostravam um " bicho?") cozido. Outros, com diversas e compridas patas, com casca transparente, parecendo nossos Tatuis, sø que maiores. Nåo tive vontade de comer e, nem saberia. Constrangido e até envergonhado, devolvi o prato com todos os frutos do mar, menos, é claro, os camarões. Porém o filé de peixe que veio após, compensou a vergonha e me fez desejar voltar la outra vez para repetir. Foi um dia muito gostoso e proveitoso, tomamos muito banho, caminhamos pela praia, fizemos amizade com um casal italiano de Roma e, enfim, nos divertimos bastante. Ja com a noite caindo, mais de 20:00horas retornamos ao Hotel, para nossa ultima noite no Régio Manfredi. Amanhå seguiríamos para Salerno. Hoje nåo teria programação no Hotel.
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