sexta-feira, 28 de outubro de 2011

POSITANO 1

Deixamos Amalfi ainda com um sol muito claro, calor forte, dia lindo.  Estávamos começando o mais belo trecho da Costa Amalfitana, com inúmeras e lindas praias, As vezes tåo pequenas cercadas de paredões que pareciam nåo terem acessos a nåo ser pelo mar. Muitas nåo possuem sequer placas indicativas e somente sabíamos de sua existência olhando pelo parapeito da pista ou seguir a concentração de carros estacionados na estreita estrada. E põem estreita nisso! Passando por Furore paramos num pequeno restaurante dependurado no enorme rochedo, porém com uma vista deslumbrante e estacionamento com apenas uma vaga. A nossa! Tomamos um Limoncello bem gelado e resolvemos descer por um caminho encravado nas rochas, em direção ao mar. Uma bela descida que depois teria de ser  uma bela subida. Mås vamos deixar para pensar nisso depois. Nada de sofrer por antecipação. A vista compensava. Aquele mar azul a perder de vista, pontilhado por pequenos e enormes barcos imaculadamente brancos, deixando suas espumas brancas esverdeadas para trás. Após uma pequena escada chegamos a um longo corredor entre o mar e o rochedo, com um parapeito em toda extensão.  Colado numa rocha uma placa informava " Cammino Romantico". De fato este caminho era de uma beleza singular, estreito, espremido entre o rochedo e o mar, com uma vista deslumbrante, por aproximadamente uns dois quilômetros, quando então chega-se numa pequena e bela praia, escondida entre enormes rochedos. Os muitos pequenos barcos que la se encontravam denotavam que grande parte daquelas pessoas que tomavam sol e banho naquele local, tinham chegado pelo mar. Por nåo saber o que me esperava, nåo levei meu sapato especial para praia, por isso, nåo me atrevi a tirar o tênis e contentei-me junto com minha filha, a andar pela praia. No pequeno albergue que funcionava naquela praia, creio que sø no verão, tomamos um gelatto sentados em espreguiçadeiras, olhando a paisagem e sentindo uma leve e gostosa brisa vindo do mar.  No Dolce Far Niente em que me encontrava, reparei nos demais freqüentadores daquele praia. Casais de todas as idades, jovens, idosos, todos felizes, rindo e se divertindo. As ferias despertavam aqueles sentimentos tåo agradáveis. Bem, mas tínhamos de continuar nossa viagem para chegar ao destino: Positano. Mås antes eu teria de chegar ao restaurante no topo do penhasco. Que dureza! Mais duas garrafinhas de água a tiracolo e embarcamos no Punto para mais um trecho da deliciosa viagem por aquele paraíso chamado Costiera Amalfitana. Conforme serpenteávamos pela estrada, passávamos ininterruptamente por vilarejos, praias, clubes e hotéis e, uma interminável fileira de carros estacionados junto aos imensos paredões. Imaginei que no final do dia muitos sairiam de lå com arranhões na melhor das hipóteses.  Mais adiante um pequeno vilarejo nos chamou atencåo. Era Praiano, com suas casas coloridas subindo a encosta de um morro. Lå embaixo uma pequena praia espremida entre rochedos e toda colorida por guarda-sois vermelhos. Tivemos vontade de parar, mås nåo achamos um lugar sequer para estacionar, mesmo na estrada. Praiano é uma praia muito procurada pelos italianos em ferias, pequena e muito movimentada, com um comercio de artesanatos muito forte. Passamos também por uma piccola spiaggia chamada Glicine, a qual nåo consegui descobrir como se pode chegar lå. Såo tantas as praias que, se fosse para conhecer todas, três dias nåo seriam suficientes, mais um para subir e descer encostas. Bem, um pequeno adendo. Nåo levem tåo a sério minhas reclamações de subir rampas, escadas e encostas. O problema é que estou um tanto acima do peso e sem preparo fisico. Porém, se puderem preparar-se fisicamente antes de um passeio destes, tirarão de letra! Mas, voltemos ao passeio. Contornando os penhascos pela estrada, muitas vezes nos deparamos com espetaculares obras de arte, principalmente com motivos sacros, colunas gregas enormes, arcos romanos, mármores esculpidos. O sol estava a pino quando passamos pela placa colorida indicando POSITANO. Maravilha! mås, para nåo cansar muito meus queridos leitores, neste final de semana falarei sobre Positano.
                                           Furore
                                                   Furore
                                           Cammino Romantico
                                          Camino Romantico
                                           Praiano
                                                         Glicine

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

AMALFI

Deixamos o Gran Hotel Salerno e a espetacular Ferrari vermelha sempre na porta, após o café da manhã e, com a praia sempre a nossa esquerda, tomamos o rumo de Amalfi, 24 quilômetros adiante. Deixamos Salerno atravessando um enorme Portal e ingressando em uma estrada estreita, com curvas fechadas, íngreme, måo dupla e encravada em um enorme rochedo, porém com um visual deslumbrante. A Costiera Amalfitana. É o mais belo e percorrido caminho da região de Campanha. Varias e pequenas vilas, de casas de estuque se debruçam sobre terraços íngremes, restaurantes de frutos do mar se penduram em rochedos escarpados. Tudo isso com uma vista espetacular do Golfo de Salerno, reluzente sob o sol claro, a cada curva da estrada. Ao longo da estrada, diversas varandas propiciam vistas deslumbrantes do azul mediterrâneo. Logo estávamos passando pelo Balneário de Maiori, lindo e movimentado. Continuando pela sinuosa porém bela e traiçoeira Costiera Amalfitana, passamos pelo Balneário de Minori, também movimentado, com suas belas praias repletas de banhistas em férias, calçadøes tomados por mesinhas e guarda-sóis dos muitos bares locais e jovens, muitos jovens rindo e conversando e ouvindo musica, alegres e felizes. Sempre acompanhados pelo azul mar mediterrâneo a nossa esquerda, onde enormes Iates e Barcos de Passageiros deixavam atrás de si os rastros de espuma branca, criando um lindo contraste, víamos também pequenas praias cercadas por paredões rochosos, cujos acessos eram feitos por escadas feitas nas rochas ou por mar. E a estrada prosseguia com suas curvas fechadas, estreita e movimentada. Quando ônibus de turismo vinha em sentido contrario, ao chegarem nas curvas tocavam insistentemente a buzina, para os veículos pararem e possibilitarem que eles conseguissem fazer a manobra, pois nåo tinha como caber. Diversas vezes tivemos de dar ré para possibilitar a passagem deles em determinadas curvas. Era uma nova e emocionante experiência. Pouco depois entravamos em Amalfi, a cidade mais famosa da região, junto com Positano. Casinhas, Hotéis suntuosos, Vilas espetaculares debruçam-se nas encostas floridas. Encostamos o carro num estacionamento e, a pé passamos a percorrer suas ruazinhas com arcos, suas picolas piazzas com seus belos chafarizes, seus bancos de jardins todo em cerâmicas coloridas, formando lindos desenhos e chegamos a exuberante beira-mar, com seu largo e longo calçadåo, todo em pedras formando graciosos desenhos, seus inúmeros bares e lanchonetes com cadeiras espalhadas pelas calçadas e gradis floridos. Percorremos ruas de comercio, alegres e movimentadas, com suas lojas exibindo suas mercadorias na calçada, num alegre colorido. No servi;o de turismo obtivemos um mapa da cidade e, então fiquei sabendo que Amalfi foi uma das principais cidades do comercio marítimo no século XI, chegando a disputar com Veneza e Genova. Fomos conhecer a magnifica Catedral de Sant'Andrea, que abriga o túmulo do apostolo Santo André, padroeiro da cidade. Lå conhecemos também os enormes limões da região e tomamos o famoso suco de limonccelo e também o licor da fruta, por sinal delicioso. No forte calor, essa bebida gelada era uma oferta dos Deuses. Diz a lenda que Amalfi foi criada por Hercules, que se apaixonou por uma ninfa chamada Amalfi. Seu amor durou pouco, pois ela faleceu jovem, mas Hercules prometeu enterrå-la no lugar mais belo do mundo e construiu a cidade de Amalfi em sua homenagem. Para encerrar o dia, no Bacco Amalfitano, um alegre restaurante da orla, jantamos um saboroso atum grelhado com legumes na manteiga, ervas e molho gorgonzola. Para beber, o Limonccelo bem gelado. Na volta ainda passamos pela Piazza Duomo e tomamos o inconfundível Gellato. Na manhã seguinte demos um gosto mergulho na praia central, muito movimentada. O Sapato fez-se novamente presente, por ser a praia coberta de pedras. A tarde continuaríamos viagem.