segunda-feira, 24 de outubro de 2011

AMALFI

Deixamos o Gran Hotel Salerno e a espetacular Ferrari vermelha sempre na porta, após o café da manhã e, com a praia sempre a nossa esquerda, tomamos o rumo de Amalfi, 24 quilômetros adiante. Deixamos Salerno atravessando um enorme Portal e ingressando em uma estrada estreita, com curvas fechadas, íngreme, måo dupla e encravada em um enorme rochedo, porém com um visual deslumbrante. A Costiera Amalfitana. É o mais belo e percorrido caminho da região de Campanha. Varias e pequenas vilas, de casas de estuque se debruçam sobre terraços íngremes, restaurantes de frutos do mar se penduram em rochedos escarpados. Tudo isso com uma vista espetacular do Golfo de Salerno, reluzente sob o sol claro, a cada curva da estrada. Ao longo da estrada, diversas varandas propiciam vistas deslumbrantes do azul mediterrâneo. Logo estávamos passando pelo Balneário de Maiori, lindo e movimentado. Continuando pela sinuosa porém bela e traiçoeira Costiera Amalfitana, passamos pelo Balneário de Minori, também movimentado, com suas belas praias repletas de banhistas em férias, calçadøes tomados por mesinhas e guarda-sóis dos muitos bares locais e jovens, muitos jovens rindo e conversando e ouvindo musica, alegres e felizes. Sempre acompanhados pelo azul mar mediterrâneo a nossa esquerda, onde enormes Iates e Barcos de Passageiros deixavam atrás de si os rastros de espuma branca, criando um lindo contraste, víamos também pequenas praias cercadas por paredões rochosos, cujos acessos eram feitos por escadas feitas nas rochas ou por mar. E a estrada prosseguia com suas curvas fechadas, estreita e movimentada. Quando ônibus de turismo vinha em sentido contrario, ao chegarem nas curvas tocavam insistentemente a buzina, para os veículos pararem e possibilitarem que eles conseguissem fazer a manobra, pois nåo tinha como caber. Diversas vezes tivemos de dar ré para possibilitar a passagem deles em determinadas curvas. Era uma nova e emocionante experiência. Pouco depois entravamos em Amalfi, a cidade mais famosa da região, junto com Positano. Casinhas, Hotéis suntuosos, Vilas espetaculares debruçam-se nas encostas floridas. Encostamos o carro num estacionamento e, a pé passamos a percorrer suas ruazinhas com arcos, suas picolas piazzas com seus belos chafarizes, seus bancos de jardins todo em cerâmicas coloridas, formando lindos desenhos e chegamos a exuberante beira-mar, com seu largo e longo calçadåo, todo em pedras formando graciosos desenhos, seus inúmeros bares e lanchonetes com cadeiras espalhadas pelas calçadas e gradis floridos. Percorremos ruas de comercio, alegres e movimentadas, com suas lojas exibindo suas mercadorias na calçada, num alegre colorido. No servi;o de turismo obtivemos um mapa da cidade e, então fiquei sabendo que Amalfi foi uma das principais cidades do comercio marítimo no século XI, chegando a disputar com Veneza e Genova. Fomos conhecer a magnifica Catedral de Sant'Andrea, que abriga o túmulo do apostolo Santo André, padroeiro da cidade. Lå conhecemos também os enormes limões da região e tomamos o famoso suco de limonccelo e também o licor da fruta, por sinal delicioso. No forte calor, essa bebida gelada era uma oferta dos Deuses. Diz a lenda que Amalfi foi criada por Hercules, que se apaixonou por uma ninfa chamada Amalfi. Seu amor durou pouco, pois ela faleceu jovem, mas Hercules prometeu enterrå-la no lugar mais belo do mundo e construiu a cidade de Amalfi em sua homenagem. Para encerrar o dia, no Bacco Amalfitano, um alegre restaurante da orla, jantamos um saboroso atum grelhado com legumes na manteiga, ervas e molho gorgonzola. Para beber, o Limonccelo bem gelado. Na volta ainda passamos pela Piazza Duomo e tomamos o inconfundível Gellato. Na manhã seguinte demos um gosto mergulho na praia central, muito movimentada. O Sapato fez-se novamente presente, por ser a praia coberta de pedras. A tarde continuaríamos viagem.

















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