quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ROMA CIDADE ETERNA 4a. Parte

Uma festa no salão do Hotel ontem, pelo encerramento de uma novela estendeu-se madrugada adentro e meu sono foi atrapalhado, mås, mesmo assim levantei cedo, tomei café e, ansioso fui para meu passeio com o costumeiro ônibus.  Desci bem em frente ao monumental Coliseu. O maior monumento de Roma Imperial ainda existente, único anfiteatro onde gladiadores lutavam até a morte com feras selvagens. O principal marco de Roma. Grande emoção sempre toma conta de nós quando adentramos ao gigante de 48 metros de altura, 188 metros de comprimento por 156 metros de largura. Apesar de os revestimentos de mármore, o estuque pintado e as estatuas terem desaparecidos, uma parte suficiente do exterior sobrevive para dar uma idéia de seu aspecto original. Três andares de arcadas e um søtåo de janelas quadradas me esperavam. Uma grande área circunda todo Coliseu pelo lado de fora e, curioso dei a volta ao mesmo, depois entrando no pátio coberto do andar térreo, onde inúmeras portas dåo acesso aos andares superiores. Subi ao primeiro piso, estranhando bastante a inclinação contraria dos degraus, o que dificulta a subida. De inicio pensei no desgaste pelo tempo, depois soube que a inclinação fora proposital, para dificultar invasões. No primeiro andar, onde ficavam o Imperador em um camarote especial, os senadores do lado esquerdo e as virgens vestais do lado direito. No segundo andar ficavam famílias nobres, militares graduados e convidados especiais e, no terceiro, cidadãos humildes e mulheres. Os ingressos eram placas de madeiras entalhadas com o numero das entradas, algumas ainda visiveis sobre os arcos externos. Setenta mil pessoas cabiam no Coliseu. Percorri extasiado os andares, que ainda mantém enormes vasos de cerâmica, utensílios diversos, jarras, estatuetas e urnas funerárias. A vista do sotåo para a rua é espetacular e para a Arena totalmente livre. No sotåo ficavam restaurantes e tabernas, serviço médico e os responsáveis pelo velarium, um toldo que protegia do sol e do mau tempo e era puxado do sotåo. Após percorrer os andares fui ver a arena, hoje representada por um palco de madeira até a metade do espaço e, abaixo da arena ficavam as jaulas dos animais e as celas dos gladiadores, em estreitos corredores. Sob o palco existe ainda a maquete de uma espécie de elevador manual, que levava homens e feras para a porta principal da Arena. Foi uma visita de uma manhã inteira, maravilhosa, que me fez pensar na grandeza do Império Romano. Sai caminhando pela imensa Viale delle Terme di Caracalla, cruzei o Circo Massimo, onde ocorriam as corridas de Biga e cheguei as Termas de Caracalla, um dos mais impressionantes complexos da Roma antiga, destinados aos cuidados do corpo e também um ponto de encontro cultural. Hoje suas ruínas contam sua historia. O local de Frigidarium, uma imensa piscina, uma grande sala quente circular, o Caldarium, grandes salas para saunas, vestíbulos, ginásios, estatuas, jardins e até um estádio. Até 600 pessoas podiam banhar-se ao mesmo tempo, tudo decorado com granito e mosaicos, a maioria ainda intacto. Atualmente, no verão, espetáculos de ópera ao ar livre såo lå apresentados. Mais uma caminhada e passei pelo exuberante e imenso Mausoléu de Vittorio Emanuele II, que se destaca na Piazza do mesmo nome. Lå novamente embarquei no ônibus com destino a Piazza Navona, onde se situa a Embaixada do Brasil. Conhecida como Centro Storico, a Piazza Navona é habitada a mais de 2.000 anos. Local de requintados apartamentos, príncipes, papas e cardeais viveram aqui, assim como artistas e artesãos que contratavam para construir e decorar maravilhosos palácios, igrejas e fontes. Nenhuma outra praça de Roma compete com o esplendor da Piazza Navona ( quem diz é o guia e acredito piamente). Seus luxuosos cafés funcionam como centro social da cidade. Noite e dia, sempre hå algo acontecendo no calçadåo ao redor de suas três fontes barrocas. Lendo tudo isso e vendo a exuberância da praça, decidi retornar algum dia a noite. Mås na empolgaçåo  dos passeios e maravilhado com o que via, esqueci de comer. Aproveitei e na  Trattoria della Pace comi uma pizza romana, com muito alho. Após a pizza fui degustar um gellato de pistachio sentado sob a Fontana dei Quattro Fiumi, considerada a obra mais esplendorosa de Bernini. A Fonte representa os quatro Rios do Mundo daquele tempo. A Embaixada do Brasil situa-se no Palazzo Pamphili, construído para o Papa Inocêncio X, no século XVII. Outros belos prédios e a Igreja Sant'Agnese In Agone fazem parte desta espetacular Piazza. Ao lado fica o Palazzo Madama sede do Senado Italiano, construído no século XVI para a Família Medici. Bem, continuarei numa próxima postagem.















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