Quinta feira, após o café da manhã, deixei o Hotel Palazzo Ognissanti, peguei o possante Fiat Punto Evo no estacionamento e, em dia lindo, sol claro e um calor já próximo de 32 graus, parti para visitar Lucca, cidade de meus avós. Oitenta quilômetros das mais belas paisagens da Toscana. Oliveiras e imensos tapetes amarelos de girassóis nos acompanharam, intercalados por vilarejos onde parece que o tempo nunca passa e onde sempre se destaca a torre de uma antiga Igreja. Num desses vilarejos parei ao lado de uma Panneteria, numa piazzeta toda florida, com uma bela estatua romana ao centro e, de um dos lados uma fonte jorrava água da boca de um Javali. O barulho da água era o único ruído naquele local. Ao redor da praça, sobrados e pequenos prédios antigos eram banhados pelo forte sol matinal. Aquele ambiente transmitia paz e preguiça. Entrei na Panneteria e, como de habito nåo tinha balcåo. Ao lado de uma janela três homens jogavam o que parecia dama, totalmente concentrados. " Vorrei una bottiglia de l'agua, per favore" falei, tentando caprichar no Italiano. Nåo houve resposta e pensei nåo ter sido entendido. Ja ia repetir quando um deles, sem tirar os olhos do jogo, falou " Pegue no frigorifico e deixe o dinheiro no balcão" pelo menos foi o que entendi e assim fiz. Sai sem ser sequer visto por eles. Pode acreditar que esses desconhecem a palavra "stress". Na saída do vilarejo dei de cara com um pequeno e belíssimo lago e, então vi a placa que dizia " Lago de Sibolla - Comune de Altopascio". Uma hora depois estava entrando em Lucca, após percorrer enorme distancia ladeando suas lendárias muralhas, pelo lado de fora. Ingressei em Lucca Medieval pela Porta Elisa e senti como se tivesse ingressado no passado. Um passado muito atual. Construções muito antigas, ruas estreitas, castelos medievais, igrejas seculares, praças e jardins muito floridos e pequenos prédios residenciais de época. Ao mesmo tempo via-se veículos modernos, cafés espalhados pelas ruas, todos modernos e bem decorados, lojas de grifes famosas. E bicicletas, muitas bicicletas, de dois, três, quatro ate seis lugares. Estava deslumbrado. Percorria ruas e calçadas de séculos de existencia. Confesso que chega-se a emocionar-se quando se da conta do fato de que, em Lucca, no ano 56D.C. houve o famoso encontro entre Cesar, Crasso e Pompeu, que modificaria a historia daqueles tempos. Lucca em seu pequeno perímetro concentra dezessete Igrejas, quinze Palácios, doze Praças e sete Portas de Entrada ou Saída. Nåo poderia deixar de fazer o famoso passeio de bicicleta pelas muralhas de Lucca. Aluguei uma e, pedalando, percorri toda a extensão das muralhas, contemplando a cidade de cima, suas ruelas, suas praças, Igrejas e Palacios. De fato um passeio imperdivel. Aproveitei a bicicleta para rodar pela cidade, conhecer os recantos de uma bem preservada cidade medieval. Percorrendo a Via Guinigi, fui conhecer a famosa Torre Guinigi, anexa ao Palácio do mesmo nome. Tanto o Palácio como a Torre construída no século XIV, toda em ladrilhos. No topo da torre um enorme carvalho desponta. São 468 degraus até o topo, de onde, dizem, tem-se uma maravilhosa visão de Lucca, mas que eu nåo me atrevi a enfrentar naquele calor. Bastava a bicicleta para me cansar. Por falar em cansar, vou parar por aqui hoje, continuando com o passeio em Lucca no próxima postagem. Seguem algumas fotos e video.
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