Deixamos o Hotel Johanna Park em Sorrento pela manhã, estacionamos no Parkegio de Marina Grande e lå pegamos o Ferry para Capri, a Pérola do Mediterraneo, o destino querido dos italianos a mais de dois mil anos quando, durante o Imperio Romano, o Imperador Augusto construiu um palacio de verão na ilha. Com 2 km. de largura por 6 km. de extensão, a ilha de Capri abriga duas cidades, totalmente separadas, com prefeituras, forças policiais, administração totalmente independentes entre si. Capri fica a beira-mar e Ana Capri nas montanhas. Desembarcamos em Capri, num movimentado porto e fomos levados por um ônibus até o centro da cidade, ou La Piazzetta, como é conhecida a Piazza Humberto I. Passamos a caminhar pela bela e movimentada cidade, até o Balcão Panorâmico de Capri, como é conhecido o Belvedere, um enorme terraço, com grandes colunas romanas sobre elevados pedestais e um gradil de metal escuro em todo seu redor, na margem de um alto rochedo e, com uma vista deslumbrante do azul mar Mediterrâneo e suas centenas de pequenas casas brancas espalhadas pela encosta. No mar, dezenas de pequenas e enormes embarcações, todas brancas, singrando suas águas. Dia claro, sem nenhuma nuvem e sol quente, embelezavam ainda mais a florida cidade. Retornamos a Piazzetta e admiramos a Torre do Relógio, que era o Campanário da antiga Catedral, pouco adiante a Prefeitura de Capri, antiga residência Episcopal, com uma fachada esplendorosa. Subindo uma pequena escadaria guarnecida por colunas sobre pedestais, chega-se a Chiesa de San Estevam, do século XVII. Saindo da Piazzetta por um grande arco romano, chegamos ao Bairro Medieval de Capri, com suas vielas estreitas, passagens subterrâneas num sucessivo sobe e desce. Casas e prédios construídos com pedras brancas, calcareas ainda da idade media. Duas antigas Igrejas merecem destaque por sua beleza arquitetônica, a Chiesa del Salvador e a Chiesa de Sant'Anna, ambas no Bairro Medieval. Após uma longa subida por uma rua mais que estreita, de caber uma pessoa atrás da outra, recebemos um choque de época. Chegamos na Via Vittorio Emanuel, a principal rua de Capri, onde eståo as famosas lojas de griffes e os luxuosos hotéis, alguns conhecidos no mundo todo, como o Hotel Quisisana, freqüentado por artistas, governantes e personalidades do mundo e que, em sua fachada, entre dezenas de bandeiras, estava a do Brasil. Em toda extensão da via, bares, restaurantes, gellaterias, livrarias, se estendiam pela calçada, dando um lindo colorido na movimentada rua. No final a rua se divida em duas e escolhemos a Via Camerelle, por ser a mais alegre. Acertamos, pois logo nos deparamos maravilhados com o Jardim de Augusto, sombreado por altas arvores e enfeitado por diversos tipos de plantas e flores, com esculturas e pequenas fontes espalhadas, bancos todos em cerâmica e,uma exuberante vista do Mediterrâneo em toda sua extensão. Fala-se que em dia totalmente limpo, avista-se de la o Monte Vesuvio expelindo sua coluna de fumaça. Naquele dia uma bruma proveniente da evaporação da água em razão do grande calor, impedia a vista. Avistamos porem os grandiosos Farallones, dois colossos de rocha que despontam sobre o azul mar. Ao lado do Jardim de Augusto, vê-se a Via Krupp, estreitíssima que desce sinuosa sobre a parede rochosa, chegando ao mar. numa pequena praia cercada de rochas e pedras. Sentamos numa Osteria no Jardim de Augusto e, para variar, tomamos um gelado Limoncello acompanhado de påo com azeite e, depois fomos para o local de encontro pegar o Ônibus que nos levaria a Ana Capri.
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