Saindo de Capri por uma estrada íngreme e sinuosa, subimos o Monte Solaro, o monte mais alto da ilha de Capri, vendo ja as casas de Ana Capri, suspensas em terraços e subindo morro acima, em meio a uma densa vegetação. O Ônibus nos deixou num Parkegio ao lado de uma extensa plantação de oliveiras e perfumados arbustos de alecrim, no inicio da Rua Victorio Emmanuel II, a principal de Ana Capri. Caminhando por essa movimentada rua, com lojas de todos os tipos, restaurantes, bares, gellaterias e os sempre presentes limões enormes, amarelos e cheirosos, cujo suco é o Limonccelo tåo apreciado. Casas e Villas imaculadamente brancas convivem lado a lado, algumas envoltas pela densa vegetação, com acesso por caminhos floridos. Jardins belíssimos se apresentam vez por outra, com terraços floridos, fontes e bancos, com vistas espetaculares do mediterrâneo azul. Uma estreita viela, cujos casarões de ambos os lados tinham suas varandas floridas, formando um túnel de flores de varias tonalidades, nos levou a um portal de pedra, conhecido como Arco Natural, que då acesso a uma íngreme descida de muitos metros, até uma pequena praia encravada numa falha de rocha. Placas no local dåo noticias de que esse portal e o caminho foram ainda obras do Império Romano. Em seguida, passamos pelas ruínas do Castelo do célebre Pirata Barbarocha, com seus altos muros fortificados e torres ainda intactos. Nosso mapa dava conta de que Barbarocha era o nome em que se escondia o Pirata e Almirante turco Khair-ad-Din, que la viveu nos séculos XV e XVI. Subindo um pouco mais, entramos na Villa San Michelle, construída pelo escritor sueco Axel Munthe em 1896. Jardins, enormes casarões, belos terraços nos dåo um maravilhoso horizonte azul, inclusive uma vista privilegiada do Monte Vesuvio e sua linha de fumaça subindo para o céu. De Ana Capri a vista do Vesuvio é, ao mesmo tempo bela e ameaçadora. Ao lado do Jardim ergue-se a Igreja de San Miguel, com sua fachada branca e uma inscrição sobre a porta principal :" Sancte Michel Ora Pro Nøbis". Em seu interior destaca-se um espetacular piso de cerâmica retratando o Paraíso Terreno e a Expulsão de Adão e Eva, perfeitamente conservado. Consultando o inseparável mapa e guia, fiquei sabendo que, escavações para a construção da Igreja descobriram restos de muros e paredes com inscrições do Império Romano, levando a crer que, naquele local fora a sede da Villa de Capodimonte. Retornando pela movimentada e alegre Via Victorio Emmanuel II, chegamos ao centrinho histórico que abriga uma enorme quantidade de lojas de grife e de coloridos bares com suas mesas e guarda-sois espalhados pela rua. Num deles comemos baghetes, queijos e salames ao alho e óleo com manjericão. Na bebida esculachamos, tomamos coca-cola. Que vergonha! Bem já era hora de pegar o barco de volta a Sorrento, pois no dia seguinte faríamos um passeio pelo mar em volta de toda Ilha de Capri, incluindo a Grotta Azzurra e os Farallones.
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