terça-feira, 15 de novembro de 2011

O AMEAÇADOR VESUVIO!

Pela manhã estava já na Piazza Porta Marina, em Pompeia, onde peguei um pequeno ônibus, 4X4, reforçado para subirmos ao Vesuvio.  Antes, noite anterior, fui aconselhado no albergue a comprar uma bota própria para terrenos pedregosos mas, como meu tênis era novo e estava perfeito, nåo segui o conselho. Saímos da velha Pompeia, cruzamos a nova e moderna Pompeia e, alguns minutos depois estávamos chacoalhando terrivelmente nas pedregosas encostas do Vesuvio. O motor do ônibus gemia e a poeira tomava conta de tudo, pois as janelas tinham de ser mantidas abertas pelo calor abafado que piorava a medida que subíamos. O Vesuvio é mais conhecido pela erupção em 79 d.C., que resultou na destruição das cidades romanas de Pompeia e Herculano. Ambas jamais foram reconstruídas, apesar de habitantes sobreviventes e saqueadores ocasionais terem realizado diversos despojos nos escombros. A localização das cidades foi eventualmente esquecida, até serem acidentalmente redescobertas no final do século XVIII.A erupção de 79 também mudou o curso do rio Sarno e aumentou a área litorânea do entorno. O Vesúvio em si passou por diversas alterações significativas, suas encostas ficaram desmatadas e seu pico mudou consideravelmente devido à força da erupção. Desde então, o vulcão entrou em atividade diversas vezes, sendo considerado atualmente um dos mais perigosos do mundo devido a sua tendência de erupções explosivas e à população de 3,000,000 habitantes em suas cercanias, o que faz desta a região vulcânica mais populosa do mundo. Quarenta minutos depois, sentindo como se estivesse num liqüidificador, chegamos até onde o ônibus poderia ir, a 1.000 metros de altura. faltavam 281 metros que teríamos de vencer a pé. Com as garrafas de água na cintura, começamos a subida pela encosta pedregosa, num forte calor, sob sol inclemente e, então comecei a entender o conselho recebido no albergue, sobre usar botas. Descobri também o porquê do guia levar diversos bastões de madeira. Seriam nossos cajados na caminhada. Quase no final demos uma parada para descanso, jå que uma senhora estava exausta e conseguia mais. Pudera, pensei, aquela era uma aventura para jovens em boa forma, o que também nåo era meu caso, pois estava pondo a língua para fora. Retomando a caminhada chegamos então ao cume do Vesuvio, dando de cara com aquela enorme e funda cratera, expelindo sua coluna de fumaça branca, como uma chaleira. Eu, com meu tênis de guerra, sentia o chão quente, as pedras forçavam a sola,e agrediam a lona ao redor do pé. O guia então explicou que a cratera estava jå fechada pelo acumulo de detritos trazidos pelo vento, pedras que escorregavam, pois a ultima erupção havia sido em 1944, bem mais fraca, porem havia causado muitos estragos na nova Pompeia.  Olhando o horizonte, a nova Pompeia e outros pequenos vilarejos encontravam-se bem próximos e víamos perfeitamente Nápoles mais ao longe. Serå que os moradores da nova Pompeia e dos arredores nåo tinham medo de uma nova erupção? O Vesuvio é um vulcão ativo e, apesar de ser um dos mais vigiados do mundo, o perigo esta sempre presente. Aliás, o Vesuvio e tåo respeitado pela população local, que nunca se referem a ele como Vulcão, sempre como Monte Vesuvio. Agora, o estar lå encima, ao lado da enorme cratera do Vulcão, um dos mais conhecidos no mundo, era emocionante. Experimenta-se um sentimento de vitoria, de sonho realizado, algo difícil de explicar. Bem, era hora de ir embora, caminhar um bocado e chacoalhar mais um pouco. No final da manhã, exausto e faminto, após um longo banho almocei no Piazza Marina Grill, descansei um bocado, e despedi-me de Pompeia e do Vesuvio e tomei o rumo de Nápoles, onde me esperava o aconchego do Therminus Starhotels.







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