Ultimo dia em Firenze. Desci para o café da manhã já em ritmo de despedida, ainda com aquele gostinho de que queria ficar mais. Mas tinha ainda muita estrada pela frente. Acertei as contas com o Hotel, despedi-me dos funcionários, agradecendo a acolhida, coloquei malas no carro, ajustei o GPS e rumo a Assisi, já na Umbria. Seriam 173 km ou aproximadamente duas horas de ótimas estradas, com vistas deslumbrantes. Uma hora depois em passava pelo espetacular e enorme Lago Trasimeno, com as visitadas Isola Maggiore e Isola Minore, porem ainda poucas pessoas andavam por lå. Parei o suficiente para admirar a beleza do local e para comprar água, pois o calor me acompanhava. Jå na Umbria, passei ao largo por Peruggia e logo mais passei a avistar ao longe e no alto do Monte Subasio, a cidade natal de São Francisco de Assis. A estrada tornou-se estreita e com muitas curvas, algumas muito fechadas e sempre subindo. Quanto mais me aproximava, chamava-me atenção os enormes e íngremes paredões, com grossas arcadas, sobre as quais se construiu o complexo religioso. A estrada continuava a serpentear pela encosta do morro, sempre subindo. Repentinamente, após uma fechada curva, surge finalmente o enorme portal de entrada da cidade. Seguindo sempre o GPS, dirijo-me para o Hotel Fontebella, onde ficarei por dois dias. Estando já alojado, saio para conhecer a cidade e a Basílica de São Francisco. Como o Hotel fica num alto da cidade, desço até o centro da cidade, a Piazza Del Comune, local do Fórum Romano. No local ergue-se a Torre del Popolo e a seu lado o Tempio di Minerva, intacto, com suas belas colunas, erguido no século I a.C. Em frente ergue-se o Palazzo Comunale que abriga a Pinacoteca Comunale e, a seu lado, uma bela fonte onde um Leão jorra água pela boca. La também se localiza o Escritório de Turismo, onde recebi um mapa localizando as atrações do local. Desço um pouco mais e encontro, no Corso Mazzini, a Basílica di Santa Chiara, onde esta enterrada Santa Clara, aliada de São Francisco e fundadora da Ordem Franciscana das Clarissas. Construída em 1255, esta bela Igreja de pedras brancas e rosas, possui um interior belíssimo, de grande altura e, além da bela Cripta que guarda o corpo da Santa, existem três Capelas, identificadas como Capela de Santa Ines, Capela do Crucifixo e Capela do Sacramento. Na Capela do Crucifixo encontra-se o magnifico crucifixo que teria ordenado Francisco a consertar a Igreja de Deus. Continuando, agora já iniciando uma subida, encontramos uma pequena praça, com uma fonte de pedras brancas e cuba de mármore branco. La encontram-se lado a lado, a Igreja de Santa Maria Maior e a Igreja de Santa Maria Menor. Entre as duas destaca-se uma pequena Torre. Subindo a Via dos Maccelli Vecchi chegamos a Praça da Igreja Nova, onde se encontra a Igreja Nova, construída no século XVII, no local onde se situava a casa de Pietro de Bernardone, pai de São Francisco e onde o Santo morou por muitos anos. No interior da Igreja, muito bem conservado, situa-se o Cárcere, onde o poverello de Assis foi aprisionado pelo Pai para o punir da sua decisão de abandonar a família para se dedicar a uma vida de oração e meditação. Ao lado da Igreja, no Beco de Santo Antonio, esta o Oratório di San Francesco Piccolino. Diz a tradição que São Francisco nasceu no estábulo que se encontra no rés-do-chåo. Desta forma seu nascimento assemelhou-se ao de Jesus. Num incessante sobe e desce, mais sobe do que desce, chegamos a Igreja de San Rufino. É a Catedral de Assis e uma das mais belas construções medievais. Construída no século XI pelo Bispo Ugone, para honrar condignamente os restos mortais de S.Rufino, padroeiro da cidade. Ao lado, apoiado numa construção romana, ergue-se o belíssimo Campanário. No interior da Catedral, numa pequena capela fechada por grades, vemos uma bela Pia Batismal, talhada num bloco de pedra. Diz a tradição que nesta Pia foram batizados S. Francisco e Santa Clara. Debaixo do Altar Mor encontra-se o túmulo de S.Rufino. Ainda subindo chego a Piazza Garibaldi e continuo subindo pela Via Fontebella. Passo pela Fonte Marcella, uma taça retangular ricamente ornamentada do século XVI e chego ao Oratório dos Peregrinos, antigamente um Hospital. Avisto então no alto de um monte, uma Fortaleza, com suas torres e muralhas dominando a cidade. Consulto o guia e vejo tratar-se da Rocca Maggiore, uma fortaleza do século XII. Suas três enormes torres, encimadas por bandeirolas e suas muralhas, parecem dominar toda a cidade de Assisi. É uma caminhada considerável, porém resolvo enfrenta-la e assim, após aproximadamente meia hora, chego ao enorme portão da Rocca Maggiore. Percorro os belíssimos e escondidos recantos da Fortaleza. Seus enormes salões, salas de armas, depósitos, aposentos e sinto-me como se estivesse rompido a barreira do tempo e voltado ao passado. Um sentimento diferente, gostoso. Eu estava no passado! Bem, hora de retirar-me para a cidade e para o Hotel. Mais de 20:30horas e a noite já ameaçava chegar. Com fome e cansado tomei o caminho de volta. No Hotel, após um belo banho, sopa de legumes bem quente, frios e paes, faço minhas anotações e vou dormir, já pensando no dia seguinte. Continuarei na próxima Postagem.



Nelson, simplesmente demais, que benção ter conhecido tantos lugares maravilhosos.
ResponderEliminarAbraços, melissa