Dia seguinte, levanto-me com as pernas pesadas, musculatura dolorida, sem vontade de sair da cama, porém ainda tinha muito a conhecer e andar e, pior, subir. Capricho no café da manhã, roupa bem leve porque o calor jå tinha dado as caras e saio. Hoje a primeira visita serå a Basílica de São Francisco, onde seu corpo esta sepultado. Na descida passo novamente pela Piazza del Comune, pelo Escritório de Turismo e pelo Museu de Historia Local, que, por sua arcada diferente e bem ornamentada com colunas e estatuas romanas, atraem minha curiosidade. La dentro vejo todo o primeiro pavimento repleto de fotos dos estragos do terremoto de 1997 e das obras de restauração que durou dois anos. No segundo andar, muitas pinturas e obras de arte romanas. Continuo andando por esta bela cidade medieval com ruas repletas de gerânios e piazze com fontes, até chegar na Piazza Unitå d'Italia, onde vejo a Porta de S. Francisco com sua elegante e grossa arcada. Bem, aí começa a peregrinação, uma longa ladeira morro acima. Passo pela Piazzeta Ruggero Bonghi e, sempre passando por antigas casas, enfeitadas com muitos vasos de flores, chego na Praça da Igreja Inferior de S. Francisco. Olhando para a Basílica, tenho a impressão de serem duas Igrejas, uma sobre a outra e a seus pés o grandioso complexo do Sacro Convento. Nesta Praça encontro a entrada do Sacro Convento, o Oratório de S Bernardino de Siena e o alto Campanário, elegante e imponente. Entro na Igreja Inferior e noto que é mal iluminada, uma penumbra. É de uma sø Nave com diversas Capelas a seu redor, todas adornadas com vitrais com desenhos religiosos. No centro da Igreja o Púlpito, todo decorado, em mármore. Toda a Igreja, paredes e tetos cobertos por belas pinturas de cunho religioso e, perto da porta, um confessionário muito antigo, de madeira toda trabalhada. Para a Igreja Superior de S. Francisco existe uma dupla escadaria que parte da Praça da Igreja Inferior e também uma forte e larga rampa. Prefiro a rampa. No alto um amplo espaço aberto, com um gramado muito bem tratado, onde em alto relevo, com flores, lê-se PAX. Mais acima uma estatua de um cavaleiro sobre um cavalo, de frente para a Igreja, ambos com a cabeça inclinada em sinal de respeito. A Igreja também de uma sø nave, porém muito bem iluminada por amplas janelas e vitrais antigos. Nas paredes e tetos um enorme complexo de pinturas belíssimas. Fui informado por um Frei Franciscano no local, de que aqueles "frescos" ( como ele disse chamar as pinturas) eram de grande interesse e considerados entre as mais importantes obras-primas da arte italiana. A enorme e alta nave, de uma beleza exuberante, com um longo corredor, nos leva a um Altar Mor de admirável beleza e, mais ao fundo, o local destinado ao coro, onde existe o Trono Papal, de pedra, do século XIII. No centro da nave situa-se uma escadaria de pedra rosa, que passa pela Igreja Inferior e continua descendo até a Cripta que guarda o túmulo de São Francisco, todo iluminado por velas e duas tochas laterais, fazendo um efeito impressionante e emocionante. Saindo da Cripta pela Igreja Inferior chego ao pátio do Sacro Convento. O grandioso edifício foi construído no século XIII. Percorrendo o edifício, passo pelo Claustro, onde chama a atenção a dupla arcada do século XV, o Ambulacro, a Sala do Capitulo, onde existe um grande e belo crucifixo, o Quarto de San Giuseppe da Copertino, e o Refeitório, com um enorme quadro da Ultima Ceia. Do outro lado do enorme corredor, encontro os enormes aposentos da Residência Papal e uma grande sala do Tesouro. Nesta sala encontro uma interessante coleção de pinturas, documentos e objetos que acompanharam a historia da construção da Basílica e a Historia da vida de São Francisco e da Ordem Franciscana. Deixo então para trás a Basílica de São Francisco, em direção ao centro da cidade, percorrendo ruas graciosas e típicas, com pequenas casas todas de pedra e cruzamento de ruelas e arcos, descobrindo belos monumentos e interessantes exposições, acentuando o sentimento de estar andando em uma cidade medieval. Fantástico! Na Piazza Unita D'Italia, no Restaurante da Domenicci, peço o prato do dia. Era cordeiro. Nåo aprecio este prato, mas como assim mesmo. Era hora de voltar ao Hotel, por as malas no carro e seguir para Camerino, onde pegarei a Fernanda, minha filha, que passará oito dias comigo. Assisi ficou marcada na minha memória.
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