terça-feira, 20 de setembro de 2011

P I S A

Novo dia, levanto da cama, abro a janela e recebo uma lufada de ar quente. Lå fora um sol forte enche de cores um lindo dia. Depois de uma noite um tanto turbulenta em razão do disparo acidental do alarme de incêndio do Hotel, as quatro horas da manhã, desço para o café da manhã. Logo deixo minha base que é o Hotel Palazzo Ognissanti em Firenze, para mais um passeio por cidades próximas. Desta vez escolhi para rever Pisa. Acerto a rota do GPS para Pisa e, após uma hora ou 100km. já estou entrando na cidade. Pisa, durante grande parte da Idade Média, possuía uma poderosa armada que garantia o domínio do Mediterrâneo ocidental. Comércio com a Espanha e norte da Africa trouxeram grandes riquezas para a cidade. Como nas cidades anteriores, tenho de deixar o carro num estacionamento e, assim, a pé, começo meu passeio pela cidade. Inicio pelo Campo dei  Miracoli, onde fica a famosa Torre Inclinada, a espetacular Catedral e o maior Batistério de toda Italia, o Duomo belíssimo e o Camposanto, um cemitério medieval muito bem conservado.  Com poucas pessoas na praça, pois os ônibus de turismo ainda nåo chegaram. aproveito para conhecer o Torre Inclinada, um monumento de mármore branco, com 56 metros de altura e 296 degraus, ou seja sete andares. Decidi-me então a subir os 296 degraus e, olhe, nåo é fácil nåo. Lembrei-me da Torre de Lucca com 486 degraus e achei por bem continuar. A partir do 3o. andar jå se percebe a inclinação que, no topo, chega a 3 metros e noventa centímetros. Duas paradas de descanso depois chego ao mirante do sétimo andar. A inclinação agora incomoda, empurra o corpo. Chego ao mirante e olho direto para o chão. Nåo vejo a base da torre e isso provoca uma sensação inicial de desequilíbrio. Mas procuro prestar atenção na torre e vejo que espetáculo de construçåo. Mármore todo trabalhado, entalhado, colunas, corrimãos, paredes. Jå descansado e descendo, sinto que valeu a pena o esforço de vencer os 296 degraus. Chego na porta da torre e percebo sua forte inclinação para um lado. Impressionante aquela obra manter-se em pé.  Sigo então para a Catedral, considerada um dos mais belos prédios em estilo românico da Toscana( estou lendo isso no guia da cidade).  Impressiona os arcos também de mármore branco e dois grandes portões de bronze na entrada. Seu interior com paredes e tetos decorados,  um lindo púlpito esculpido e os túmulos do Imperador Henrique VII e outro. Em frente a Catedral ergue-se o Batistério, outra construção que impressiona pela sua beleza e imponência. Os pilares possuem estatuas representando as virtudes, no interior o púlpito esculpido em relevos e uma belíssima Pia Batismal toda em mármore branco trabalhado. Ainda no Campo Dei Miracoli, agora jå lotado de turistas, vendedores, guias com suas excursões e Policia atrás dos Indianos vendedores de bugigangas, chego ao Camposanto, um longo edifício retangular, com  arcadas de mármore branco, tendo em seu interior ainda algumas pinturas. Diz um guia próximo para sua turma, em Espanhol, que aproveito, que o Camposanto guarda em seu interior terra trazida da Terra Santa e que ele, o Camposanto, foi duramente bombardeado, bem como a cidade, durante a segunda guerra mundial e, que as pinturas que restaram em seu interior, fazem parte de cenas de " O Triunfo da Morte". Em pensamento agradeci ao guia as dicas. Deixando o Campo Dei Miracoli, visitei o Orto Botânico, considerado um dos mais antigos da Europa, a pequena Chiesa de Santa Maria della Spina, ao lado do Rio Arno. Com uma fachada muito bonita, toda trabalhada, essa Igreja, conta a história, foi construída para abrigar um espinho da coroa de Cristo, dada por um Mercador de Pisa. Finalizo meu passeio em Pisa na Piazza dei Cavalieri, onde se situa o Palazzo dei Cavalieri, hoje sede da Scuola Normale Superiore, da Universidade de Pisa. Numa barraca próxima abasteço-me de água, pois o sol já se mostra escaldante e sigo para meu carro. Ao atravessar a pequena praça onde inúmeras barracas de vendedores se acumulam, percebo um corre-corre de indianos, recolhendo mercadorias expostas no chåo. Vejo então um veiculo da Polizia de Finanças perseguindo-os, enquanto os comerciantes das barracas aplaudem e assobiam. Esse movimento lembrou-me o Brasil. Hoje retorno a Firenze mais cedo, pois pretendo sair a noite para passear e jantar. Até o próximo.











1 comentário:

  1. Olá Nelson, lindas fotos, maravilhoso mesmo. Adorei. Espero um dia poder ter o prazer de conhecer essas maravilhas que você visitou.
    Abraços, Melissa

    ResponderEliminar